A insustentável leveza da lei II. A Justiça Eleitoral.

27/03/2009

Para quê me preocupar em escrever algo importante, ter alguma paz se consigo ter mais visitas com o blog parado do que em constante renovação? Para que comentar sobre as supostas isso supostos aquilo, uma vez que hoje em dia nada é fato, tudo é supostamente um fato? Ou para continuar no tema anterior, o que fica claro pelo título deste texto, para quê continuar falando dos meus tão queridos Dotôs?

Ora, alguém tem que dar alguma importância para Dotôs, golpistas e governantes que mudam o uso da língua para fazer uma lavagem cerebral lenta e contínua na sociedade para se perpetuarem no poder, fazendo uso de uma súcia embevecida e completamente adestrada.

Hoje não falarei do homem mais ético, mais puro, mais honesto e, depois de falar que a crise é culpa dos brancos de olhos azuis passa a ser, também, o homem menos racista deste país. Sim, foi Lula novamente. Mas quero falar dos Dotôs da Justiça Eleitoral.

A Justiça Eleitoral que aprovou sem nenhum empecilho um sujeito que pede desculpas por crimes que sua súcia cometeu faz uma propaganda em rádio que pede para  os brasileiros que não votaram nas últimas três eleições irem até o Cartório Eleitoral e atualizar seu dados porque não votar e ter o título cassado trará muitos problemas e o cidadão deixa de ter alguns direitos.

Ou seja, aquela Justiça que supostamente – chique falar assim, né? Parece jornalismo brasileiro! – faz justiça com o meu, com o seu, com o nosso dinheiro GASTA DINHEIRO com uma propaganda para avisar aqueles que NÃO FIZERAM USO DE UM DIREITO para correr atrás desse problema gigantesco porque terão problemas e, pior ainda, deixarão de ter OUTROS DIREITOS.

Não é lindo? No país dos Dotôs, para os Dotôs, pelos Dotôs somos avisados que não fazer uso de um direito causa problemas!!! Somos avisados que não fazer uso de um DIREITO pode causar PENAS!!!

E para falar de uma crítica daquela amiga que cito no texto anterior porque atinge a classe que ela faz parte, ela diz: “Você repete essa frase mil vezes até virar verdade, né? Você faz o mesmo uso das palavras daqueles que você pretende combater.”

Errado! Eu não repito uma coisa mil vezes até virar verdade. Eu mostro mil fatos diferentes, tentando mostrar os mais diversos ângulos e os motivos os mais variados para que a verdade fique evidente. O que me interessa é a evidência da verdade. Não é a verdade da maneira como eu a vejo, o que me interessa é a verdade. Se tivermos uma verdade minha, uma sua, uma de outra pessoa não é mais verdade porque a verdade é una. O que eu faço é pegar diversos fatos, analisá-los e tentar chegar numa conclusão que é toda minha.

O uso da mesma frase mil vezes, da maneira que faço não é para torná-la verdade, ela é a conclusão dos mil fatos apresentados, e não a origem deles. Sutil a diferença, né? Sutil como um elefante em loja de cristal.

E com tudo isso continuamos a ser, o quê mesmo? Falo eu ou fala você, meu barato não-leitor?

QED ou se preferirem, CQD.


A insustentável leveza da lei.

17/03/2009

Poucas coisas me causam tanto nojo quanto o que sinto pelo nossos Dotôs. Qualquer Dotô me causa nojo, muito mais nojo do que se fosse compar a um tolete mole e não visto que ficou impregnado entre os ressaltos da sola do tênis ao andar por certos calçadões e nem com uma limpeza de ácido sulfúrico com jato de alta pressão aquela pasta consegue ser removida.

Sinto nojo do mais alto e honorável magistrado ao mais ralé bacharel, com ou sem o distinto título da OAB, aquela organização que tolera e aprova que uma de suas distritais faça um dos maiores movimentos golpistas de desmobilização da sociedade de toda história da humanidade. Mas todos estavam e estão cansados, por isso tanta imobilização. Nojo também tenho pelo Dotô que por incapacidade seu diploma comprou; e com toda sua magnanimidade não permite ser chamado de Vossa Santidade, pois diante de um povo ignorante não é preciso mais do que um título pedante para enaltecer, nomear e pavonear um farsante.

Já ouviram falar nos problemas da Justiça Brasileira? Já ouviram os mais célebres Dotôs explanando sobre a grandíssima qualidade de nossas leis escritas de forma tão primorosa e avançada, mas nunca aplicada de forma correta? Já ouviram falar dos problemas na celeridade da Justiça? Já ouviram falar que ela favorece os mais ricos em detrimento dos pobres? Já ouviram…

Já,já,já…Chega, eu sei, meu barato não-leitor, que você cansou com essa seqüência de perguntas redundantes com uma pequena variação sobre o mesmo tema. Todos já ouvimos estas coisas milhares de vezes.

Mas tem uma coisa que nunca será respondida porque nossos Dotôs são muito melhores do que o dos outros, para parodiar aquele comercial. E que coisa é essa? Ora, é simples, tão simples que ninguém percebe. Pergunte a algum Dotô o seguinte, seja educado de preferência, faça algo assim:

- Digníssimo Magnânimo Dotô, por que nossa Justiça é tão lenta, com tantas instâncias, com tantos recursos que postergam uma decisão por tantos anos e favorecem de forma mais clara e descarada aqueles que tem mais recursos financeiros que fazem de tudo para se livrar de uma sentença que sabem perdida?

Não é uma pergunta simples? Eu acho ela muito simples, por isso respondo sempre um porquê de forma simples. Se sei digo o que sei, se não sei digo que não sei. E pronto! Nestas oras eu lembro o que costumava me dizer uma amiga quando discutíamos algo desta matéria, ela sempre dizia: o problema é que você penso demais com a cabeça de um engenheiro. No que de pronto era obrigado a responder: como não consigo pensar com o cérebro de um verme porque não o tenho sai estas coisas e não outras, entende?

Alguém acha que daí saía briga? Nada, só amor. Mas voltando ao assunto.

Nenhum Dotô que você, meu barato não-leitor, dirigir essa pergunta responderá: “Porque é isso, mais isso, mais isso e por causa daquilo outro, também.”. Não! Responder um porquê é uma coisa deveras dolorosa para um Dotô. Você não está se perguntando que eu já sei o que ele responderá, está?

Ora, é claro que sei qual é a resposta dele. Será sempre algo deste tipo.

Olha, veja bem, justiça feita de maneira rápida é injustiça. É coisa de Velho Oeste americano que uma pessoa era julgada, condenada à forca rapidamente e o povo se sentia saciado e assim seguiam suas vidas. Para a verdadeira justiça ser feita é preciso que as leis devam ser interpretadas de maneira correta e todos os procedimentos devem ser seguidos, cumpridos a risca e só assim a verdadeira justiça será feita…”

Alguém acha que eu inventei isso que está acima? Não! Isso ouvi hoje à tarde, no rádio, numa entrevista com algum Dotô Professor que não lembro e não faço o menor esforço de procurar seu nome. Ouvi tanto a pergunta quanto a resposta.

Releiam a pergunta e vejam a resposta. Ele respondeu algum porquê? Nenhum! Por quê? Por que vivemos no, como é mesmo que o filósofo diz?, “Brasil, o país dos Dotôs, pelos Dotôs, para os Dotôs.”

A capacidade de embromação dessa gente é inigualável. É nojenta. O entrevistador fica tão desnorteado depois de ouvir uma resposta com tantos loops, subidas, descidas, reviravoltas, torces e retorces que mais um pouco ele esquecerá até para que time torce ou onde mora. O entrevistador fica tão perplexo que não consegue captar uma mísera palavra ali do meio da resposta do Digníssimo Magnânimo Mestre Senhor Dotô Professor e usar aquela palavra para fazer uma nova pergunta para quebrar as quatro patas do Dotô em questão. Mas é algo tão simples, tão besta, tão fácil que não consigo entender como não conseguem fazer outras perguntas como estas abaixo, que eu faria se fosse o entrevistador.

- Então, meu caro Dotô Professor, já que o senhor citou os Estados Unidos, por que lá quando se descobre um caso de corrupção a coisa toda é resolvida em questão de meses, para não falar em semanas? O sujeito envolvido numa trama de corrupção é preso, JULGADO, condenado e vai DEFINITIVAMENTE para detrás das grades? E porque aqui continuam rolando e enrolando recursos atrás de recursos, instâncias depois de instâncias durante anos e o envolvido responde todo caso em liberdade?

É incrível, mas não fazem essas perguntas. É incrível, mas são sempre as mesmas respostas que, não são respostas de maneira alguma, são somente embromações e assim nossos Digníssimos Magnânimos Mestres Senhores Dotôs Professores continuam ganhando a vida de forma farta, abundante e reinante porque afinal de contas somos verdadeiramente o país dos Dotôs, pelos Dotôs, para os Dotôs.

Eu iria além. Eu ainda citaria um exemplo. Eu não me contento somente em quebrar as patas de um Dotô, eu gosto de extirpá-las, pois assim facilita o processo de cozimento. E lá iria eu assim:

- Olha, só para exemplificar, senhor Dotô Professor, no Brasil há um caso em julgamento de corrupção conhecido por Mensalão – já ouviu falar? – com mais de 40 envolvidos e que ainda estamos no processo de colher depoimentos. E isso há mais de 3 anos. Isso porque vimos e ouvimos um Presidente da República pedir desculpas publicamente por causa dos atos praticados por estas pessoas de seu grupo e ele fez referência a este grupo por “nós”. Foram faltas que prejudicaram as instituições do país e essas instituições DERAM POSSE a alguem que pediu desculpas pelas faltas praticadas por seu grupo. Deram a posse antes e depois do conhecimento do esquema montado e praticado. Caro senhor Dotô Professor, o senhor PEDE DESCULPAS PARA ALGUMA FALTA QUE NÃO COMETEU? O que falta para o senhor dizer sobre a celeridade da nossa Justiça?

Mas para fazer uma pergunta a algum Dotô desta maneira, ainda mais em um veículo de comunicação é preciso algo conhecido por COJONES. Como no Brasil ninguém sabe o que é cojones porque não está no dicionário, então, é porque não existe.

E de fato não existe. Por isso somos e continuaremo sendo por muito tempo  o que eu nunca cansarei de repetir como o verdadeiro país dos Dotôs, pelos Dotôs, para os Dotôs.


Contra a ditabranda, a favor da dita dura.

03/03/2009

Para aqueles que não conhecem a belíssima raça dos Lemmus Brasiliensis ou vulgarmente conhecidos como lemingues, sábado, dia 7 de março às 10 horas está prometida uma grande reunião desta belíssima espécime de seres rasteiros em frente ao prédio da Folha de São Paulo.

Eles querem protestar contra a palavra ditabranda publicada em editorial do jornal. Consideram a postura do jornal anti-democrática…blábláblá.  Bem, e o que penso disso? Eles estão cobertos de razão!

Como bons seguidores de Che, o quer vara, aquele que adorava um roliço ardente entre os lábios, eles não gostam da ditabranda. O que eles querem, mesmo, é a dita dura. Afinal, como ensinava o mestre mui macho: hay que endurecer sin perder la ternura.

Como diria Arnaldo Jabor: Ah! Oh! Ui!

Eu não falo que lemingues são divertidos? São engraçadinhos a não mais poder.

Quem quiser ver essa belíssima espécime de seres é bom que tenham cuidado com alguns mais raivosos e estarem preparados para o momento de um possível ataque. Portanto levem um bom repelente, ou seja, sabonete e um garrafinha de água praticamente afasta algo em torno de 99,99% deles.

Aproveitem a diversão.

PS: Dêxa uômi trábáiáááá.


A ESPN Brasil é meu Animal Planet.

02/03/2009

Dificilmente acharei alguma coisa mais chata de assistir na televisão do que ver leões correndo atrás de cervos – eu pretendia dizer veado, mas quero parecer erudito -, passarinho voando e mergulhando n’água, macacos pulando e coçando a cabeça, insetos rolando bosta… uhmmm, é isso! Pronto, finalmente achei a definição ideal para a ESPN Brasil. O canal ESPN Brasil é meu Animal Planet.

Se existem pessoas que gostam de ver um rola-bosta na televisão, eu vejo a ESPN Brasil pelo mesmo motivo. Falo isso literalmente!

Na ESPN Brasil você encontrará especialistas em MORAL e ÉTICA em uma quantidade tal e com um conhecimento tão profundo nestes assuntos que, se existisse um canal especializado em vinho, por exemplo, não haveria um especialista em todo o mundo a altura de todos aqueles que fazem parte da ESPN Brasil. O único canal comparável em quantidade de especialistas é o ANIMAL PLANET que sempre terá um especialista para tudo, até para vira-bosta. Mas você nunca verá um especialista do Animal Planet entrevistando alguem e dizendo que esta pessoa é “uma reserva moral deste país…” para este ou aquele assunto. É uma pena! Na ESPN Brasil não há um que não repita a frase destacada acima como uma ladainha.

Aqueles que gostam de dizer que este ou aquele são uma reserva moral deste país, agora cospem no prato que louvaram. Mas não é culpa deles, coitados! Se ouvissem alguns picaretas do vinho, por exemplo, aprenderiam que até as melhores safras se mal cuidadas viram vinagre. As reservas de 68, por exemplo, eram todas vinagre. Podiam até parecer vinho, mas eram vinagre e insistiam em nos vender como se vinho fosse. Como são homens pios e ninguém lhes dava muito crédito quando começaram a provar daquela safra uma hora alguns acabam percebendo que é puro vinagre. Sinto pena daqueles que só provaram vinagre pensando que é vinho. Mais pena sinto quando insistem que é vinho mesmo sabendo que é vinagre, porque aí já estamos no campo da mais pura Canalhocracia empolada.

Mas como vivemos no país do Partidão onde toda opinião deve ter uma única versão acabamos vendo ancião de bordão fazer genuflexão para Ministro da inJustiça com desagravos. Mesmo que o desagravo não seja um desagravo, mas um mero exercício de genuflexão para o trabalho de sopro porque o tal Ministro da inJustiça deportou pessoas que estavam no país legalmente.

Chamam de loucos aqueles que foram perseguidos, mas aqueles que descumprem a lei e perseguem pessoas que estavam legalmente num país e as deportam tem seus DESAGRAVOS publicados e exaltados aqui e ali. É NOJENTO!!!

Geralmente eu ligo no canal ente as 12 e 13 horas. Pego o caso Roberto Dinamite como exemplo porque assisti hoje. Você fica assistindo os caras ali, tentando achar algum culpado para as coisas que Roberto Dinamite anda fazendo no Vasco da Gama nos últimos tempos e a debandada dos que o apoiavam e tudo o mais. Você vê aquelas pessoas da ESPN Brasil se contorcendo para não acreditar no que vêem e dizem que dizem e falam que falam… e a coisa não sai daquilo. Ficam dizendo: Não é possível!, tem que ter alguem por trás desas coisas para dar um golpe em Dinamite.. e a coisa volta, e fala que fala, e diz que diz e torce e retorce procuro mas não vejo, não sei se era pulga ou se era um percevejo… Viram como não é a toa que falo que é meu Animal Planet?

Se você trocar de canal e um rola-bosta estiver ao mesmo tempo no Animal Planet você quase não notará a diferença que trocou de canal. Se estiver desatento pensará que o assunto é o mesmo. Os caras não acreditam, só pode ser alguém que está por trás de tudo e bagunçando o coreto. É, colocaram Dinamite no coreto. E o coreto…Bem, o coreto é uma reserva moral que é vinagre. Fui claro no meu apreço pelo vinagre?

Eu fico impressionado que ainda existem pessoas que ficam impressionadas com os envolvidos com futebol. A coisa é tão sincera que eu fico espantado! De verdade. Mas como eles sempre acham algumas “reservas moral” para cuidar e chamar de nosso – sempre no plural, por favor. – , é bom preservá-las, né?

Mas até quando o ancião de bordão que exerce a genuflexão para o partidão já mandou às favas a reserva moral do Vasco da Gama e, ainda por cima acaba igualando Roberto Dinamite com Eurico Miranda eu só não mando internar porque não sou psicólogo. Mas é sinal de demência grave. Demência mais grave têm aqueles que ainda ficam se retorcendo para tentar consertar o inconsertável.

Mas eles não desistem. Ainda querem nos vender vinagre como se vinho fosse.

Os especialistas da ESPN Brasil são os meus vira-bosta. Um canal tão puro e recheado de especialistas em ESPOLÍTICA, mas que fizeram uma das maiores genuflexões dos últimos tempos. Fizeram um programa exclusivo, uma entrevista com o homem mais ético, mais moral, mais honesto defte paíf , ele mesmo, Lula, e acabaram ganhando uma publicidade de estatal para divulgar o PAC nos intervalos da final do Super Bowl.

Mas quem percebeu isso a não ser… – adivinhem quem?- EU!!! Mas talvez isso seja uma mera coincidência, o que prova a minha incapacidade mental de enxergar aquilo que está em frente de meus olhos.

E ainda tenho que ouvir de um vira-bosta esta pérola ao anunciar a entrevista especial com Lula: “O Lula é um sarro. O Obama e o Lula são um soco no estômago dessas elites hipócritas…”. Este monumento de dignidade intelectual saiu da boca de João Carlos um esquerdopata do mais alto cabelo branco da cabeça à sujeira dos pés. Esse é tão nojento que sinto asco só de ver. Outra hora conto outra deste pio homem.

Diz a verdade, meu barato não-leitor, ouvir e ver isto num canal de esporte não é uma coisa linda? É maravilhoso! Ouvir e ver isso sempre é magnífico! Eu adoro meu Animal Planet, eu morro de rir.

É o Brasil do Partidão praticando seu esporte sem vergonha na televisão. E TV paga, bem paga. Paga de todas as maneiras possíveis. Com o meu dinheiro por opção em ter TV por assinatura e com o de muitos outros brasileiros que não tem TV por assinatura mas tem seu dinheiro gasto com propaganda do PAC o tal Programa de Aceleração do Cambalacho em Final de Campeonato de Futebol Americano, por fazerem um exercício de genuflexão para o homem mais ético e moral deste país ganham um presente.

Nojentos!!! Vira-bostas são nojentos. E agora falo do tipo de animal que está nos dois canais.