A UNE salvou Santa Catarina.

24/12/2008

Já ouviram falar da UNE? Da União Nacional Esquerdopata, quero dizer, da União Nacional de Estudantes, já ouviram falar? Pois é, eles salvaram Santa Catarina. Sim, os catarinenses devem estar muito gratos ao Grande Timoneiro, o líder máximo da manada esquerdopata nacional, sim, ele mesmo, o Incefalópode, Luís Ignorácio Lula da Silva e seus 25 valentes seguidores. Sem ele, não haveria uma mobilização tão fantástica.

Não sabem do que estou falando? Dúvidam da potência de mobilização do Grande Líder das massas incefalopódicas? Cliquem aqui e vejam com seus próprios olhos. Caso tirarem o link do ar, cliquem na foto abaixo.

A UNE que salvou Santa Catarina

Estamos em época de férias não estamos? Alguém ouviu, assistiu ou leu alguma manifestação da UNE chamando os estudantes brasileiros para serem voluntários, para ajudarem nos socorros às vítimas das chuvas de Santa Catarina? Alguém aí ouviu clamores para ajudarem os necessitados? Não? Oh!

Mas que surpresa! Nossos comunistas são caridosos como ninguém mais neste planeta, não é mesmo? São ímpares: 13…21…23…43…45…65… se é que me entendem, só para ficar numa parte do todo, maldito Heisenberg! Estas progressões matemáticas não são para qualquer estudante, não.

Em plena época de férias escolares a União Nacional Esquerdopata, tão solidária com os pobres e oprimidos desprovidos de cultura mobilizava-se em grupos numerosos e barulhentos para ir até Brasília e garantir o direito de pagar meia entrada para o que há de mais refinado na cultura nacional como: futebol, teatro novelístico, cinema jaborrístico…e por aí vai. Sem falar nos patrocínios estatais de monumentais grupos organizados providos dos mais elevados níveis culturais jamais vistos neste planeta. Tudo isso para garantir acesso a cultura? Não. Que cultura?! Só para alguns pagarem meia entrada para que todos paguemos duas e meia.

As progressões matemáticas brasileiras são dificílimas de se entender.

Mas já me desviei, voltando. Se clicaram no link acima, vocês, meus baratos não-leitores, puderam ler que 25 – VINTE E CINCO! – , QUINZE estudantes e DEZ acadêmicos formaram o imenso grupo de voluntários para ajudar os necessitados de Santa Catarina.

É uma potência! E uma potência financiada com a carteirinha de meia entrada e liderada pelo homem mais puro, mais ético, mais moral, mais competente, o maior mobilizador das coisas mais dignas que esta terra já viu.

VINTE E CINCO pessoas de DOIS estados foram mobilizados para ajudar Santa Catarina, e isso que estamos em plenas férias escolares. Imaginem se estivéssemos em épocas de exames qual seria a imensa quantidade de voluntários que teriam sido mobilizados pela UNE. Eu aposto que teríamos uns 300…mil. Isso, uns 300 mil. Férias para o estudante brasileiro, é mais sagrado que Natal, Páscoa… Se não tem greve o negócio é férias.

Há mais voluntários na esquina do boteco pagos para fazer carteirinha de meia entrada e ler Caros Camaradas do que voluntários para ajudar os Catarinenses necessitados.

Viva a UNE! Viva os Comunistas! Viva o Grande Líder que orienta e lidera a imensa manada de VINTE E CINCO bravos e corajosos que perderam suas férias para salvar Santa Catarina.

 

PS: Escrevendo este texto me veio uma coisa à minha massa encefálica dentro do cérebro, aquela gambiarra evolutiva. Dia desses discutia com um amigo sobre o filme 300, e o filme Os 300 de Esparta, mais antigo. Discutíamos sobre a história e sobre os críticos inculturais que eram incapazes de comentar, não houve um que conseguisse explicar o porquê do personagem de Xerxes ser retratado daquela maneira. Nada. Zero. A única coisa que li, vi e ouvi era de um gigante deformado e meio efeminado. Mas esta explicação fica para outra hora.

Mas depois destes 25, não tenho dúvidas, ainda verei um filme com o título: 25. A história dos 25 valentes da UNE que salvaram Santa Catarina de uma desgraça ainda maior. Ah, sim, e o filme será financiado com dinheiro público e ninguém assistirá, óbvio!


A trindade lulística.

15/12/2008

Há pouco tempo Lula, o Incefalópode, considerou que às vezes se vê como um Don Quijote. O superior mandatário do país, que grita contra as forças malignas que torcem contra seu supremo e imaculado governo, que querem que Lula “sífu” – sic - pensa ser, às vezes, o Cavaleiro da triste figura em carne e osso. Muito mais carne, banha e pêlos do que osso, é verdade.

don_quijote_y rocinante

Não houve quem fizesse uma simples consideração das que seguem ao homem mais puro, mais ético, mais moral deste país: Contra quais moinhos de vento, vossa suprema sanidade esbraveja? Quais os nomes destes moinhos, ó , suprema magnanimidade peluda de nove tentáculos? Por que te exaltas, ó suprema pureza humana, cria divina daquela que nasceu analfabeta se tudo não passa de uma marolinha? Por que berras como um porco no abatedouro se tua popularidade bate índices recordes?

Lula é Rocinante. Assim denominei Lula. Lula é meu Rocinante. Onde muitos vêem um lindo garanhão branco, eu vejo uma mula destrambelhada a relinchar contra moinhos de vento. Esta é a primeira das partes da santíssima trindade lulística.

Lula, o Rocinante ganhou um prêmio Don Quijote algumas semanas antes de dizer que se via como o cavaleiro da triste figura. E aqui fica caracterizado a segunda parte desta minha – minha não, deles – santíssima trindade. O garanhão branco, imaculado de pecados, o homem mais ético e moral deste país – ele que se definiu assim, não se esqueçam -, agora se vê como o cavaleiro da triste figura. Agora Rocinante Quijote é cavalgante e cavalgado numa única figura..

Falta a terceira parte que encerra a santíssima trindade numa única entidade. E a terceira parte que encerra Rocinante – Lula – e Don Quijote – o reflexo turvo pelo peso que carrega Rocinante, ou seja Lula- , é o POVO.

E como farei desta última consideração uma prova de sanidade da minha gambiarra evolutiva? Com um comentário de um tal de Jhonatan neste texto. Ali eu dizia que bom não era Lula, o povo que é ruim demais. Se Lula é tosco, grosseiro, inadequado… o povo é pior. Se lula bate recordes de aprovação, não é pelo que ele tem de bom, mas pelo que o povo tem de ruim. Lula não é esperto, o povo que é uma porcaria. E para provar que o povo é uma porcaria, fiquemos com as palavras de Jhonatan que tentou ironizar este escrevinhador:

Para sua fúria e desespero : LULA É DO POVO!

É o último ente da trindade que encerra o todo. Se eu dizia que o povo era uma porcaria, se eu dizia que o povo é que não prestava, se para minha fúria e desespero Lula é do povo, portanto, Lula É o povo.

O pobre coitado queria me ironizar. Acabou como demonstração da minha teoria. Desenhei a santíssima trindade lulística. Rezemos.

Em nome de Rocinante, de Don Quijote e do Pançudíssimo Povo com Fome Zero e trabalho idem, amém.


PS: Vamos ao dicionário? Houaiss. Pançudo: 2 Regionalismo: Brasil.

que ou o que vive à custa de outro; parasito

Não é linda a santíssima trindade? É o povo bom do fome zero. Viva os recordes de aprovação do homem mais puro, mais ético, mais…


Você ainda acredita no futebol? Parte II

14/12/2008

 

Vou escrever a minha seqüência festiva da morte do futebol, sinal de algum problema evolutivo da minha gambiarra crâniana. Vou continuar a usar meus pedais da ignorância coletivista, os estandartes da incultura e da vulgarização da inteligência para rebater cada inverdade pronunciada com pompa e rimas de bordão.

O ano praticamente acabou e Dunga é técnico da seleção. Ainda é? Nossa! Como fico surpreso! Vocês aí ficaram? Alguém aí lembra de Renato Maurício Prado, o hipódromo embostado da crítica esportiva, o arauto da queda de Dunga e a anunciação de Muricy Ramalho como novo técnico da seleção brasileira em plena festa comemorativa do campeão e dos melhores jogadores do campeonato brasileiro?

renato-mauricio-prado

Ninguém lembra mais disso? Ninguém concederá um prêmio de melhor jornalista do ano? A notícia em si era de uma insanidade sem tamanho. Mas teve ajuda de outros arautos. Ninguém lembra do Garoto Juquinha, o ancião de bordão do proselitismo vagabundo em rádio, jornal e televisão que ampliou a notícia que não houve? As “fontes” da CBF – ou A fonte – que davam como garantido a queda de Dunga eram confiáveis a tal ponto que esta notícia que não houve rendeu semanas de discussão. Isso é jornalismo, meu caros não-leitores,é o melhor do jornalismo nacional. São os “mestres”, os “professores” da imbecilização coletivista. Símbolos da classe. Gênios.

Estes mestres jornalistas jamais dirão quais eram as “fontes” que davam as garantias para anunciar com tanta certeza as mais belas verdades. Eles não falam, Ocram fala. Foi Cibele. Sim, meu barato não-leitor, Cibele, foi a fonte destes mestres jornalistas. Eles são a prova máxima que nesta terra, se plantando, tudo dá. Quando Dunga cair, não se preocupem, eles já tinham esta notícia muito antes do que todos os outros mortais. Fonte por fonte, eu fico com La fuente de Cibeles,esta aí abaixo. É mais bela, honesta e verdadeirado que as fontes dos anciões, dos mestres, dos professores, dos canalhas, dos velhacos, dos…

cibeles

O meu barato não-leitor ainda não se convenceu da morte do futebol? Não!? Pobre santo.

O que dizer de Leonardo Gaciba, o árbitro que eu apelido de “Mamãe eu estou na Globo” por sua precisão de colocação para as câmeras, pela sua atuação performática de dar inveja a Marlon Brando ganhar mais uma vez o prêmio de melhor árbitro? Se não me engano é o quarto prêmio seguido. Se isto não é sinal de morte, pelo menos, é de miséria máxima.

gaciba-e-eugenio-simom

O que dizer de Carlos Eugênio Simom, aquele que será o primeiro árbitro brasileiro a apitar 3 Copas do mundo que prestou sua solidariedade ao árbitro que foi cortado do último jogo do time dos cervos, assim, somente por um boato? E o que disse este árbitro imaculado de erros crassos? Disse que a arbitragem brasileira é séria, honesta… e por aí vai. Quando ouvi honesta eu corri para vomitar e não escutei o restante do discurso.

Faz de conta que há 3 anos atrás – quanto tempo não? – , não tivemos nenhuma máfia da…da…- do que mesmo? – da arbitragem que, junto a sites de apostas – ilegais, nesta terra que tudo dá, só para deixar claro – fazia o símbolo máximo da cultura nacional atingir os píncaros da glória. Para o árbitro que faz coleções de erros crassos e apitará 3 Copas a arbitragem é um exemplo mundial. Eu penso que ele é um símbolo da política nacional. É melhor símbolo do que árbitro.

O futebol não morreu, meu barato não-leitor? Não se convenceu disso? Mas quanta crendice, provavelmente seja uma falha evolutiva neste seu cérebro. Lembrem das palavras daquele árbitro da máfia da arbitragem de 2005, de Edílson Pereira de Carvalho escritas na coluna de PVC para a Folha:

Eu assistia a Juventude x Corinthians e prestava atenção a uma placa de publicidade: Sportingbet. No estádio, um anúncio de um site de apostas. A situação deve estar muito pior”.

Lembrem-se destas palavras. Pesquisem quem foi o primeiro a comentar sobre este site de apostas quando um jogo da seleção ainda estava em andamento. Pesquisem sobre as leis que regem apostas no Brasil. Se caírem neste blogue novamente, pelo menos uma única vez, será mera coincidência. E se você, como eu, não consegue se calar diante de tantas evidências siga firme, não se cale. Mas se acha tudo isso maluquice, se acha que o árbitro símbolo da máfia de três anos atrás diz as coisas por dizer, por rancor, por qualquer outro motivo, ignore. Siga adiante e torça firme para seu time. E deixe de rezar para seu clube, fé e um sinal de defeito evolutivo, não ignorem estes eruditos especialistas em suas áreas, jamais ignore sumas sapiências.

Ignorem minha fúria. Ignorem minha burrice. Ignorem minha insignificância. Provavelmente isso seja evidências de problemas evolutivos em minha massa encefálica dentro do cérebro, como diria o Presidente Filósofo.

Escrevo o que escrevo por um dever pessoal, por um princípio moral. Não desistirei. Posso demorar a escrever, mas eu volto. Desistir? Jamais.

Até o próximo post, pois eu volto a conversar com minha porta.


Você ainda acredita no futebol?

07/12/2008

O futebol morreu, acabou.O campeonato teve um campeão digno da morte do futebol. Assisti ao funeral da vergonha, ao enterro da decência. Não há mais vergonha nesta terra depois que a santíssima trindade – explico isto outra hora – tomou poder nefte paíf. Não há mais vergonha de fazer as coisa mais nojentas de forma tão clara e abertamente como estamos vendo há alguns anos. Mas voltando ao futebol, hoje vi um time campeão digno da morte do futebol.

O time dos cervos – como querem os eruditos uspianos – ou veados como o populacho oprimido pela Zelite Branca gosta de se expressar teve um dia digno de um campeão de um campeonato de várzea, mas de primeira divisão. É a morte do futebol. Vejamos:

    -Tivemos uma história estranha envolvendo arbitragem e troca do juiz , assim, de um dia pra outro.

    - Vimos aquela certeza absoluta que o time ganharia o jogo, aquela certeza de time campeão ao entrar em campo. E ganhou mesmo, com um gol impedido. Créditos todos ao bandeirinha, por favor.

    - O campeão teve um time adversário que não passava do meio de campo e não fazia a menor questão de jogar o mínimo de futebol possível. A seleção paraolímpica de cegos correria mais e veria mais a bola do que o time do Goiás.

    - O jogo teve um juiz que apitava todo resvalão e apitava toda caída que se convertia em falta próximo a área a favor do time dos cervos. Afinal, O jogador símbolo Zero-Um precisava deixar sua marquinha com chuteira especial, não é mesmo? Distribuía cartões amarelos a torto e a torto ao time do Goiás e nada aos cervos que entravam de SOLADA em várias jogadas.

    - Teve também arco-íris, aquele símbolo da masculinidade tão representativa do time campeão. Um momento lindo! Era os céus celebrando o campeão.

    -Teve uma torcida que honra as cores do clube que, só canta é campeão com o campeonato mais ganho da história quando falta somente 5 minutos para o fim do jogo.

    - Teve fogos de artifício, pelo menos aqui no meu bairro, somente depois do término do jogo.

    - Neste exato momento meu relógio marca 19:30 e não ouço mais gritos nem fogos de artifício.

    - Nos últimos 3 jogos, 2 deles o time campeão teve um árbito – o juiz que chamo por Mamãe estou na Globo, não sei o nome dele – que favoreceu escancaradamente ao time campeão. Uma vez contra o time dos porcos e com nome de árvore. Outra no jogo do time campeão contra outro rebaixado, num lance exatamente igual ao que foi criticado uma semana antes por dar continuidade na jogada contra o time dos porcos, para o time campeão ele impediu o time adversário de dar um baita de um contra-ataque. Fora os cartões amarelos que eram distribuídos no grito. O juíz nem via o lance, o cervo gritava, o juiz marcava falta, o jogador fica louco de raiva e toma amarelo. Isso é decência!

Enfim, a lista poderia ir longe. O que importa é que tudo isso que está acima são frutos da minha imaginação da minha massa encefálica dentro do cérebro com problemas de evolução, como explicado no texto anterior.

Mas eu queria dizer que o futebol morreu. A decência morreu. Pior do que este jogo só um de 1993 quando um time com nome de árvores e torcida de porcos, patrocinado por uma empresa estrangeira pura, tão famosa pela administração puríssima que tinha e precisava ganhar um título de qualquer maneira para que sua marca se consolidasse no país, inverteu um resultado de forma tão escandalosa que até hoje ninguém tem provas daquilo. Ganhou, não é?! Eu sei que exagero, mas é só um exemplo. Pra quê assistir ao jogo e ver o que tem de irregular? Mas não, ver um jogo não basta como prova de roubalheira, é preciso uma mala.

Não importa a cor da mala. Sem a prova concreta da existência da mala você pode ver o que quiser dentro de campo que os seus olhos não estarão vendo o que você pensa que está vendo. Ou faça como um jornalista ancião que gosta de bordão e que faz assim: Fala que tal time será prejudicado pela arbitragem e isso será suficiente para o time sair de uma Copa e anos depois ao ler uma reportagem de um jornalista de um país com nenhuma tradição no esporte diz que uma máfia de apostas dava como prova ao jornalista investigador da existência dessa máfia um jogo em que aquele país que próprio jornalista dizia que seria prejudicado, ganhava, e ganhava de goleada. E assim sua reputação se consolida a cada dia que passa e ninguém acha que as peças desse quebra cabeça não se encaixam.

Os seus olhos estão vendo uma coisa, mas não é isso o que você está vendo de verdade. Afinal, a evolução nos faz crer que um acontecimento pode ter duas explicações racionais e opostas. Nosso cérebro é uma gambiarra e os olhos são algumas das portas de entrada da gambiarra.E vocês sabem como o futebol é muito mais que um esporte, é uma crença nesse país. Ou alguém vai me contestar nisso também? Então vão aos alfarrábios dos eruditos uspianos, aposto que lá encontrarão dados consistentes que me contradizem completamente.

Hoje aprendi uma coisa. Eu tenho um problema de evolução e é na minha massa encefálica dentro do cérebro. Como é ela que controla a forma como eu vejo as coisas, eu vejo o mundo assim, de forma destorcida. O futebol não morreu, nunca esteve tão vivo e tão digno. Afinal somo s o país do futebol e tivemos um time campeão digno disso e de forma inédita.

Por falar em máfia e em morte do futebol, só uma consideração, aliás, a melhor de todas. Uma máfia de apostas nunca apostaria numa coisa que nunca aconteceu, não é verdade? Qual a possibilidade disso acontecer? Qual a probabilidade? Só louco faria isso. Só louco escreve isso.

Ignorem este escrevinhador. Ele é louco – loucos e burros costumam falar na terceira pessoa algumas vezes e costumam não ter noções gramaticais – , não enxerga e tem problemas cerebrais. Tudo o que vejo não existe, nunca existiu e não tenho provas nenhuma da existência disso. Tudo isso é fruto da minha imaginação.

Não acredite no que você vê, seu cérebro tem problemas de evolução e pode enganá-lo pelas suas crenças. E futebol é crença, e das mais fanáticas.

 

PS: O texto é longo porque parte deste texto era para ser publicado quando a Telefonica deu sua contribuição para meu trabalho, impedindo de acessar a internet por somente 7 dias!

PS2: Quer saber quantos jogos deste campeonato brasileiro de futebol consegui assistir do começo até o final? Um. Um só. Flamengo contra aquele time com nome de árvores e torcida de porcos. Nos outros que tentei ver eu dormi ou desisti no meio, como hoje. O futebol morreu, a decência morreu.

PS3: Percebem como consigo ligar um texto ao seguinte com assuntos completamente diferentes? É uma outra evidência de falha evolutiva.


Cérebro, uma gambiarra evolutiva?

07/12/2008

Por que assinar jornais no Brasil? Eu continuo fazendo esta pergunta todo dia. E tem gente que ainda fica indignada porque parei de assinar jornais. Abro o site do UOL e leio este título do caderno Mais!, da Rolha, digo, Folha de São Paulo : Cérebro é uma gambiarra evolutiva, diz psicólogo dos EUA. Assinante clique aqui.

Antes de clicar no link para ler o que altíssima sapiência chamada Gary Marcus do seu livro Klugue tem a dizer apresento o título para outra pessoa e pergunto.

Com qual “equipamento” o ilustre descendente de macaco usou para conseguir chegar nesta incrível conclusão? Imagino que não tenha sido com uma gambiarra de um cérebro, certo? Quando tempo devo perder para saber o que o … o – como direi? – … o descendente de macaco com alguma probabilidade de ter resquícios de massa encefálica dentro do cérebro tem a dizer?

Me responderam que estou certo na minha lógica. Para chegar nessa conclusão, o descendente de macaco tem como condição mínima e necessária o uso de uma porcentagem mínima de alguma massa encefálica dentro do cérebro.

Daí você lê coisas assim:

FOLHA – O livro destaca o quanto todos nós somos vulneráveis a adotar crenças que não temos base racional para sustentar. A religião se trata disso. O sr. acha que a evolução pode nos ter “programado” para a crença religiosa? 


MARCUS - A evolução nos moldou de forma a que desejássemos ter explicações para as coisas. Não gostamos de informações mal explicadas. Isso é parte da razão pela qual somos atraídos pela religião. Acho que o fato de termos viés de confirmação -o hábito de acolher evidências favoráveis àquilo em que acreditamos e de desqualificar as evidências em contrário- nos torna inclinados a aceitar a religião com explicação para coisas que acontecem. Não acho que a evolução nos tenha tornado especificamente mais vulneráveis à religião do que a outros tipos de idéia, mas isso faz da religião um tipo de idéia muito sedutor para um humano.

Vejamos. Eu sei que minha massa encefálica dentro do cérebro não é das melhores. Agora sei que ela é uma gambiarra. Mas vejamos o raciossímio – essa é minha macaqueação de Reinaldo Azevedo e que serve como uma evidência da teoria da gambiarra evolutiva- do jornal e do ilustríssimo psicólogo.

O jornal diz que o livro DESTACA nossa vulnerabilidade para adotar crenças que não têm base racional e que a religião trata exatamente disso e pergunta se a evolução nos moldou para isso. Ou seja, pela lógica Ocramiana de interpretação de texto e usando a gambiarra da minha massa encefálica dentro do cérebro, a evolução nos molda para sermos vulneráveis e a religião tira proveito disso como ninguém.

Daí o incrível psicólogo responde que não gostamos de informações mal explicadas e isso é parte da razão que somos atraídos pela religião. Ou seja, pela lógica Ocramiana de interpretação de texto,e usando a gambiarra da minha massa encefálica dentro do cérebro, a religião deve ter um explicação boa e com boas evidências para podermos ser atraídos para ela, ou seja, o contrário do que o jornalista entendeu. Confere ou não? Mas o psicólogo não diz que ele está errado. 

Mas esperem, meu caros não-leitores. Não serei tão injusto com um jornal que não serve para embrulhar peixe nem baterei demais no incrível psicólogo. Ele não acabou de explicar, aquilo é só uma parte. Falta a explicação incontestável para a nossa gambiarra aceitar a religião.

A religião – a maldita religião – tem o hábito de acolher evidências favoráveis ao que acreditamos e desqualificar as evidências em contrário para as coisas que acontecem. Somente o viés de confirmação já basta para sermos atraídos para a religião.

Entendeu? Não?! Nem eu. Eu só gostaria de saber como uma evidência pode ter um lado favorável e outro desfavorável para uma acontecimento ocorrido. Deve ser alguma falha nessa maldita gambiarra que não me deixa ver e entender algo que é tão claro. E vejam como o psicólogo conclui que a religião é um tipo de idéia sedutora para o ser humano por causa da nossa gambiarra, nem parece que é um assinto recorrente no jornal e em especial neste caderno. Então, ficamos assim:

Nossa gambiarra evolutiva, a massa encefálica dentro do cérebro pela descrição do Presidente filósofo, gosta de explicações bem feitas e com evidências claras. Mas só por algum defeito em nossa gambiarra é que nos inclinamos para alguma religião, pois é ela que descarta uma evidência em detrimento de outras, e sabe lá o psicólogo – e não Deus – por qual motivo uma evidência tem um lado favorável e um desfavorável para algum fato ocorrido.

Sabem o que me preocupa? Qual parte do corpo humano este senhor está usando para explicar suas teorias? Não pode ser com uma gambiarra, pode? Qual a evidência que temos para concluir que não seja uma gambiarra? Ou pelo menos uma gambiarra melhor do que as nossas?

Eu acho que basta a teoria e estas explicações com cheiro de bosta para saber com qual parte do corpo este senhor produz seu trabalho. É um verdadeiro monumento. Se deixássemos este senhor solto na última Bienal iria produzir verdadeiras obras de arte, ao invés de termos a Bienal do vazio. Só o odor que seria algo desagradável. Chuto por cima que esta Bienal de arte deve ter sido a melhor de todos os tempos. Quanto menos, melhor.

Eu ainda acabarei acreditando na Tolete, aquela vereadora que está em campanha junto aos companheiros de profissão para arrumar um novo trabalho e sustentar o novo estilo de vida que disse que a imprensa é uma merda e… e por aí vai. É uma maravilha o que vejo nefte paíf, uma maravilha.

Tenho que começar a criar novas categorias para textos como este. Não há como qualificar a monumental quantidade de besteiras, mentiras e vagabundagens que há na mídia informativa nacional.


O acanalhamento da crônica esportiva.

03/12/2008

Não tomo comentários como os de crítico ancião a serviço do partidão que a partir da galhofa de bordão expõe somente uma simples opinião. Não. Nada disso. Os comentários dos críticos “espolíticos” – já expliquei a origem deste nome – tem o objetivo de moldar o pensamento da maioria das pessoas por meio daquilo que elas tomam como símbolo máximo da cultura nacional: o futebol.

Explico apontando exemplos da última semana como o acanalhamento da crítica esportiva cresce dia após dias a níveis impensáveis.

Foi posto que clubes que escalam seu time reserva para disputar as partidas finais dos campeonatos nacionais por não estarem disputando mais nada estavam rebaixados MORALMENTE diante outros clubes e feriam ÉTICAMENTE o esporte futebol. E davam exemplos, um deles o Corinthians, que escalou um time reserva, perdeu e assim “favoreceu” o clube oponente que se manteve na divisão que disputava pelo resultado do jogo junto a combinação de outras partidas.

O que está acima não é um comentário esportivo. É um comentário político. É um comentário para moldar o pensamento da massa segundo a ética torta desta canalha que disseminam esta demência em doses cavalares. E assim a massa passa a pensar na ética, na moral, segundo exemplos que lhe são tão próximos. É uma receita mais fácil do que fazer bolo, e assim é feito. E assim se faz a fama de anciões e seus bordões como grande arautos da ética e da moral deste país.

O que está acima é de uma canalhice sem tamanho, por um simples motivo: falta de lógica. Sim, é falta de lógica se resumíssemos a discussão ao assunto que o suposto crítico deveria comentar. Mas esses críticos não são meramente esportivos, são mais que isso, são ESPOLÍTICOS.

Um comentarista esportivo, de qualquer esporte que meu não-leitor possa imaginar, JAMAIS, repito, JAMAIS deveria colocar a questão de ética ou moral em debate sobre a escalação deste ou daquele time sem um pingo de prova para tanto. Sobre a escolha que o treinador fez não há escolha ética. Sobre a escolha que o clube fez não há escolha moral. Há escolhas que interessam ao clube, ponto. Um clube, um time que entrou num campeonato e cumpriu o que tinha como meta não tem mais obrigações a serem cumpridas. Não tem mais nada a provar. Cumpriu, ganhou, acabou.

Mas diziam que não é ético, que é inaceitável ver um time reserva que poderia favorecer este ou aquele clube dependendo do resultado se este perdesse porque não estava dando a mesma igualdade de competitividade que deu a outros clubes. A lógica suína por trás desse raciocínio é: há um time titular, e este time deve ser escalado como representação da força máxima do clube até a última partida do campeonato. Um time mais forte foi escalado contra outros clubes e, agora, é injusto para estes clubes que se escale um time supostamente mais fraco deste time tão imoral para enfrentar outros adversários, o que distorce a disputa do campeonato no todo.

Nada mais falso do que isto. O clube, ou o treinador escolhe quem ele quiser, na hora que ele quiser, na posição que ele quiser da maneira que ele achar melhor para seu time, para seus jogadores e para seu clube. Explico tudo isso com um único exemplo.

Se o treinador quiser escalar todos os seus goleiros – penso no titular e dois reservas – como o trio de ataque de seu time e escalar o jogador mais baixinho do time para goleiro é uma escalação tão ética, tão moral quanto qualquer outra escalação que queiram me dar como um time supostamente titular.

E quero ver quem será o primeiro a me PROVAR e DEMONSTRAR que estou errado. Eu desafio.

Nenhum jogador de futebol é contratado como goleiro, como volante, como atacante ou como zagueiro. É contratado como JOGADOR DE FUTEBOL. E nenhum jogador é registrado nas federações na posição que deveria jogar, ele é habilitado somente como… – ó duvida cruel! – … jogador de futebol!

A escalação de um trio de ataque de goleiros quanto a escalação de um time reserva ou a escalação de um time dito titular durante um campeonato inteiro tem o mesmo nível de ética. Não há desvio de ética se a escolha está dentro das regras do jogo. O que está fora das regras do jogo é a mentalidade da crítica esportiva que é INCAPAZ de ler o regulamento do campeonato, das federações, do esporte… e por aí vai. Não fazem o menor dever que lhes cabe e querem comentar o mundo. Para muitos falta-lhes somente estudo e dedicação à sua profissão. A outros falta moral,decência, são os críticos espolíticos que tentam moldar a sua forma de pensar.

Aqui está a manipulação de opinião de uma crítica esportiva que não tem nada de esportiva. A crítica é política. É querer moldar o pensamento da massa segundo os critérios dos engenheiros sociais encarregados de disseminar este pensamento torto, doente, cretino, canalha mesmo.

Dá para desenhar melhor o acanalhamento da nossa crítica esportiva?