Os melhores comentários recebidos.

No texto anterior eu disse que publicaria o melhor comentário que já recebi. Errei. Eram dois e da mesma pessoa. E já aviso que farei uma trilogia de respostas aos comentaristas que aqui aparecem, portanto, no próximo texto vem mais chumbo grosso, pois acabou de chegar outra pérola, recorrente em todo domingo que tenha algum GP de F-1.

Quando escrevia o texto anterior chegou mais um comentário que complementa os dois primeiros. Todos os três servem de exemplo porque são os de maior valor, dos que mais gostei e por não fazer a menor idéia de quem são. Na verdade há muitos outros que gosto tanto, que me alertam para alguns erros ou abusos, gosto muito destes também, mas os que aqui estão são mais exemplares. Como são milhões de comentários – 172 aprovados e publicados, que audiência! – que recebi até hoje, dei uma pesquisada e olhem eles aqui.

Um tal de Diego escreveu duas vezes.

1 – Acho que o blogueiro está precisando retomar as lições básicas de Lingua Portuguesa! Vá em frente, ainda há tempo!!!

2- Cara, você é realmente muito bom. Mas ainda vejo sérios problemas de Concordância e Regência em seus textos!

E não é verdade o que Diego falou? Além de ser extremamente generoso com respeito a este escrevinhador – esqueçam esta parte de seu comentário –, o que está ali que não tem importância, que não é inteligente e honesto, que não merece aplausos? NADA! Mas prestem atenção, ele esqueceu um acento em língua, não foi? Eu não respondi a ele em nenhum outro texto, não o chamei de lemingue – pois não se trata de um -, nem de analfabeto, nem de nada, nem lhe respondi agradecendo por e-mail. Simplesmente tomei sua crítica como exemplar e tento fazer o melhor que posso desde então.

A crítica que ele me faz é inteiramente pertinente. Por que gostei tanto dos comentários feitos por Diego? Gostei porque o sujeito perdeu seu tempo escrevendo estas poucas linhas para apontar erros absurdos cometidos por este escrevinhador. Ele está alertando para algo que passou despercebido devido a minha burrice, a meu analfabetismo e, o melhor de tudo, ele acha que posso melhorar. Por esse simples motivo ele escreveu estas linhas.

Naquilo que ele viu de bom e que lhe agradou de alguma forma, ele viu que poderia contribuir com outra pessoa SE este escrevinhador retomasse algumas lições BÁSICAS de língua portuguesa. Que critica cruel, não? Ele está apontando minha incompetência, minha burrice? Está. Acho isso ruim? Não! Acho isso ótimo. Dou um valor danado a pessoas como Diego. Se pesquisarem outros comentários verão que há outros tantos que me chamam de burro. Ofensivo? Não para mim. Mas sei que há um montão de gente que é muito sensível quando as chamamos de burros, antas, pés de porco, lula… enfim, esses nomes populares para qualificar ignorância.

Ele ganhou alguma coisa com isso? Nada. Mas eu ganhei. Não sei se de lá para cá melhorei alguma coisa, mas presto – ao menos tento, juro – mais atenção quando escrevo. Continuo espancando o velho portuga,é verdade, mas Diego fez um bem a este blogueiro muito maior do que poderia imaginar.

Os comentários de Diego são os mais importantes que recebi até hoje por outro motivo que, este sim, é muito mais importante. O último comentário foi neste texto. Leiam este texto. Depois leiam ao texto que ele remete e leiam todos os comentários que ali estão. Aqui o link pra facilitar. É um dos meus textos mais comentados e que atraiu a maior fúria – ou seria ódio? – contra este rico escrevinhador. Vejam quantos dos comentários naquele outro texto há de crítica honesta, sincera e com conteúdo. Vejam qual crítica naquele texto há que não puxação de saco, vejam o que há de uma armação coletiva iletrada contra a ousadia deste escrevinhador de apontar erros monumentais em livros de eruditos com problemas oftalmológicos. Pesquisem também os textos que o seguem. É uma lição para vermos como Diego fez um bem muito maior a este escrevinhador, com estes dois simples comentários, muito maior do que possa imaginar.

Para terminar, um comentário de Roberta, num texto que provavelmente só ela deve ter lido.

A Inversão de letras de nomes próprios é conhecido como Anagrama. Diversos escritores já se utilizaram de anagramas em seus textos (ex.: Iracema) ou mesmo para assinar obras. Adoro anagramas porque quando alguém “desvenda” o significado, ele fez nada menos que observar o óbvio. Bjs”

O texto que ela comenta é este. Olha aí, Roberta pode até não saber, mas é mais erudita do que muita gente com esse rótulo por aí. Vivendo e aprendendo, ou melhor, ensinando, no caso de Roberta. Obrigado Roberta, de coração. Ela escreveu este comentário num texto que mostrava a genialidade desbravadora de “Navegante”, um comentarista que desvendou “o segredo de Ocram” por ser, eu, um cara pedante e, ele queria mostrar como um cara genia desbancava boquirrotos como yo.

Roberta perdeu seu tempo para ensinar a este escrevinhador aquilo que fez e que não tinha a menor idéia do que era. Sabem como se chama isso? Ignorância. Quem é ignorante? Eu, Ocram, o tal que usava pseudônimo para se esconder, ou que era anônimo para outros tantos, agora sei que usei um anagrama para dar nome ao Blogue.

Este blogue acabou de ficar mais inteligente graças a Roberta. Também a Diego e a outros tantos de igual valor, que reli ao pesquisar os comentários, mesmo aqueles que me chingam mas que criticaram com grande conteúdo eu agradeço a todos. A todos estes meu muito obrigado.

Obrigado de coração a estes comentaristas, pessoas que perdem um tempo preciso de suas vidas com alguém por mais irrelevante que seja. Não sei se sabem o valor que tem, para mim, tem um valor enorme.

Deixe uma resposta