Não deveis criticar gênios. Ou a sensura da censura.

Penso que ao ser concebido não recebi a instrução devida que grande parte dos brasileiros receberam para seguir na vida. Se recebi, minha burrice, minha falta de inteligência, minha falta de memória, minha incapacidade de colocar em prática o que acabei de aprender me fez esquecer deste mandamento sagrado: Não deveis criticar gênios.

Então, Ocram – eu -, um pecador, admito que cometi um grande pecado, que foi fazer uma crítica a Reginaldo Leme, que segundo Magali, uma amiga sua há mais de 30 anos diz ser um “gênio de jornalista de Fórmula-1”. Quem sou eu para dizer que não o seja, não é?

Mas vamos ao que interessa, estou enrolando demais e vou praticar um dos meus esportes prediletos: chutar lemingues. Chutar lemingues é minha forma de mostrar e combater o pensamento único e como o controle cultural está disseminado da forma mais asquerosa por este país. E deixo o melhor para o final, como sempre. Escreve a este importantíssimo e amplamente conhecido Blog um tal de Roberto Fernandes comentando neste texto de 19 de maio de 2007.

Quem perdeu a capacidade de pensar foi você, jogando esse monte de porcaria num veículo de comunicação de massa como este. O problema é que aqui todos fazem o que querem. Não é, ô anônimo? Não há sensura nem nada que filtre o que poderia ser divulgado ou não, pelo menos para não agredir aqueles que ainda pensam.”

Ele escreve no meu texto mais comentado até agora, com a incrível, impressionante, inigualável marca de 13 comentários! Este texto ganha em número de comentários de outro que fazia uma campanha para que outro gênio da crítica esportiva, Sílvio Lancelotti, saísse de um canal e Ocram – eu – entrasse em seu lugar. Sei que é meio difícil entender ironias por estas bandas, mas vou fazer o quê?, eu continuo fazendo algumas. O interessante é que com Lancelotti, algumas pessoas apoiaram e outras ainda acrescentaram fatos relevantes a minha crítica. Contra Reginaldo Leme não, o cara é mesmo demais e o pessoa gosta dele de verdade. Parabéns. Só uma comentarista gostou do que escrevi e entendeu completamente qual era a minha crítica – que é contra o que se pensa e não contra a pessoa – e um outro que aconselhava a ser mais comedido.

Para quem tem paciência leiam meu texto novamente que deixei no link acima e não percam os comentários. Vou responder diretamente, quero dizer, começar chutar o lemingue Roberto Fernandes agora.

Primeiro. Imagino que deva ser um estudante de jornalismo, pelo endereço de e-mail que colocou e mais ainda pelo que pensa no que escreveu. Nome de escola/faculdade não faz o nome, nem fama, nem a capacidade de ninguém, mas é um detalhe que serve de referência para se começar a verificar o nível de um interlocutor. E o que penso disso? Para ser simples, lixo.

Segundo.Veículo de comunicação de massa? É mesmo? Que veículo, a internet ou o blog?Andou aprendendo com a Wikipédia, foi? Puxa! Então quer dizer que se eu pensasse eu deveria publicar meus pensamentos, e que esta seria a melhor coisa a ser feita, num diário e guardar na gaveta só para mim? É, talvez seja uma boa idéia. Só que daí eu escreveria assim: Querido diário, hoje, Reginaldo Leme voltou a dizer mais uma vez que Alonso tem uma personalidade forte, meio agressiva, por não ser uma UNANIMIDADE em seu país e isso mostrava muito do seu caráter. Como um sujeito pode pensar isso?…. e blá blá blá, ao final ainda escreveria, boa noite querido diário, você me ajudou muito esta noite, até amanhã, beijos. Não seria fantástico? Meio gay mas seria ótimo! UUUUUUIIII! Até desmunhequei ao levar a mão ao mouse. Ai que meda dessa gente que não gosta do que escrevo, que não tolera o que penso. UI!

Mas eu sou um cara cruel, eu sou católico apostólico romano E corinthiano, branco, gordo e heterossexual, quer mais cruel que isso? Eu publico o que quiser, da forma como quiser NO MEU BLOG e, aqui, NINGUÉM faz o que quer, não. Aqui só eu faço o que quero por ser o único sujeito a escrever neste Blog. Aqui a responsabilidade toda é minha. Do que eu escrevo e do que permito de comentário publicado. Duro agüentar essa gente opressiva, não é?

Se lerem os comentários verão que tem gente que pensa que sou jornalista. Eu entendo isto não como um elogio, mas como uma séria ofensa… aos jornalistas, claro. Quer dizer, aos jornalistas sérios, inteligentes, com cultura e não como aqueles que saem dizendo que erudito são sujeitos que não sabem distinguir a bandeira da Inglaterra da Grã Bretanha e querem ser levados a sério, por exemplo.

Do anonimato é até cansativo dizer, mas volto ao tema por um simples motivo: tenho grande impressão de que este sujeito é estudante de comunicação social ou jornalismo. Se assim for a coisa piora, pois mostra o quanto incompetente é. Não ligo que me critiquem, não ligo que me critiquem até xingando, mas que tenham um mínimo de inteligência, publico sem o menor problema.

Mas vejam o nível do sujeito. Ele entra num Blog qualquer, lê um texto, não gosta, resolve comentar e não sabe contra quem está comentando. Mas tem ABSOLUTA certeza que sou um anônimo revoltado contra grandes personalidades. Tem absoluta certeza que sou um ninguém que quer aparecer a custas de gigantes. Aí sim eu me sinto ofendido e explico isto fazendo uma pergunta.

Que sujeito, com tremendo medo de ser reconhecido cria um pseudônimo e ainda por cima coloca esse pseudônimo no título de seu Blog no qual somente ele irá escrever e, que é o seu exato nome escrito de trás para frente? Que sujeito temendo alguma coisa diz que tudo o que vai aqui é inteiramente de sua responsabilidade? O que pensam, que no dia que acontecer um crime aqui eu sairei falando como o homem mais puro do mundo que fui enganado, que não sabia de nada?

Falar que uso pseudônimo e dizer que o que escolhi revelaria a mais pura falta de criatividade seria elogiar. Melhor seria me chamar de burro. Seria , ao menos, bastante honesto. Teve até um pós graduando que quis mostrar como eu sou meio bobão nas minhas escolhas e pelas minhas críticas a uma universidade e quis demonstrar como seus alunos são espertos descobrindo meus segredos mais íntimos em questão de minutos. E os comentários deste sujeito foram publicados, mas foi o único editado até hoje por passar da conta do permitido. Da minha intimidade cuido eu. Mas é só isso? Claro que não.

Eu, o “anônimo” que criei um pseudônimo que nem os maiores estudiosos da criptografia conseguiriam decifrar, resolvo colocar uma aba, lá em cima logo abaixo da foto de cabeçalho e do título e, olha que coisa mais oculta e perversa, tem o mesmo nome do título.

Basta o sujeito clicar ali e ver quem é o autor, o escrevinhador deste maldito Blog, o que faz, o que estudou… Não é uma coisa assim muito inteligente para um cara que se quer passar por anônimo, não é? Mas fazer o quê? Eu sou um anônimo meio revoltado. Se o sujeito ler o que ali está escrito verá que tenho algo em comum com Alonso. Ele é um espanhol, eu sou um espanhol que nasceu no Brasil. Vai ver que é daí que vem tanta fúria, tanta revolta. É uma raça lazarenta essa, não é? Gentalha insuportável esta. Mas pensando bem, acho que critico assim dessa maneira por ser como Alonso, como Lula, como o PT. Vai ver é porque eu também queira ser uma unanimidade e me sinta frustrado. É, deve ser algo desse tipo…

Mas vamos terminar logo com isso. Vamos ao chute final, atenção no efeito da trivela. Vamos entender por inteiro o que o valentão, inteligente, erudito, grande pensador Roberto quer nos ensinar. Ele gostaria de ver uma “ SENSURA ”. Uma “sensura” para que se filtre o que pode ser divulgado ou não,para não agredir as mentes mais delicadas e geniosas deste lado do mundo. Deixa ver se entendi o supremo pensador.

Seria essa “SENSURA” a qualidade de ser sensato, de se ter senso? Seria talvez a capacidade de uma pessoa de julgar com ponderação e discernimento, de apreciar o belo, de perceber, de entender e distinguir o bom e o mau, o certo e o errado, o verdadeiro e o falso, o bem e o mal?Seria isso?

NÃO! Roberto Fernandes é mais um LEMINGUE ANALFABETO que quer o que todo esquerdopata, todo arauto na unanimidade, todo mentecapto adepto do pensamento único e da imbecilidade coletiva quer e luta para que seu ideal se concretize.

CENSURA!

Isso é o que eles querem, censura. Querem controle sobre tudo e sobre todos. Não suportam que alguém pense diferente deles, que pense diferente da manada, que escreva e não se envergonhe do que escreve – eu me envergonho dos porretazos que dou no portuga – que divulgue seus pensamentos e mostre o que fazem de errado por aí. Não suportam isso nem mesmo num bloguezinho particular que ninguém lê.

É por isso que escrevo este Blog. Não preciso de muitos motivos. Escrevo por mim e para mim. Não me preocupo se alguém lerá isso ou não. Até penso que quem me lê emburrece um pouco. O que eu gosto, de verdade, é quando alguém entra aqui e me corrige. ADORO de coração, pois é um tempo que alguma pessoa perdeu para tentar fazer outra, que não conhece, um pouco melhor. Mas já disse que escrevo basicamente por minha liberdade e por pura vontade de querer ser melhor. É uma terapia. Não ganho um tostão com isso, mas ganho, sim, muitas outras coisas que me são caras na vida. E são coisas que tipos como Roberto nunca terão, uma delas, liberdade.

Tipos como Roberto são escravos de si próprios.

Querem falar de censura aqui? Lugar errado. Aqui se luta pela liberdade. Fora lemingues.

PS: Não trato este texto como um comentário esportivo. Tratamos aqui de liberdade de expressão. E isso é pura política.

PS1: Uma coisa que percebo nos comentários que recebo é o aspecto pontual, taxado, datado, para um texto onde o assunto seja atemporal. O comentário do texto que causou este é de um ano atrás. Muitos textos são pontuais e datados. Aquele seria um caso se o criticado não continuasse a insistir no assunto até hoje. Por isso ainda não retiro o que disse naquele texto.

Como não discuto pessoas, mas sim as idéias por trás das pessoas, busco entender o que levam a fazer isto ou aquilo, tento buscar o que é atemporal. O que leva o sujeito que comentou hoje criticar um fato que critiquei a um ano atrás? Ele pensou ao escrever? Pesquisou? Por que ele quer censura numa crítica, num comentário de um Blog de uma pessoa irrelevante? Se alguns levassem em consideração os pontos que causaram a criação do texto,se pesquisassem para contradizer o que está no texto, haveria menos raiva, mais inteligencia. Acho, também, que entenderiam melhor.

 

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