O Incefalópode e o Dotô.

29/02/2008

Não é linda essa discussão entre gigantes do executivo e do judiciário? Comovente. No país dos dotô e da Incefalopatia fico realmente entusiasmado. Que futuro brilhante tem esta terra. Se o Incefalópode tivesse alguma consideração pela democracia, ouviria o que Marco Aurélio disse e aprenderia um pouco. Mas ele não poderia responder?, perguntaria um lemingue. Claro que pode. E ainda ajudo!

Ocram vai ajudar o Incefalópode. Céus! Uma ajudinha só. Ainda não fiquei louco, ainda não. Se o Incefalópode apreciasse a democracia e não ficasse arrotando seu pendor de ditador, poderia responder ao Ministro fazendo algumas perguntas.

1- Caro Ministro, nas últimas eleições o senhor ridicularizou aqueles que votariam em branco ou nulo. Numa democracia onde o voto é obrigatório e o senhor é Presidente do Supremo Tribunal Eleitoral isso não é ofender o eleitor? É uma postura cabível ao presidente dessa instituição? Isso não é ridicularizar a ESCOLHA que cada um faz?

2 – Caro Ministro, nas últimas eleições o senhor disse que a urna eletrônica era confiável, que o voto é secreto, e que não há problema algum com as urnas. Hoje sabemos que houve fraude em Alagoas, tanto que o senhor pediu uma investigação para verificar a confiabilidade da urna eletrônica. O que aconteceu com essa investigação? Nenhum resultado ainda? Tanto tempo se passou e nenhuma resposta? Está esperando as próximas eleições para verificar a confiabilidade?

3 – Caro Ministro, temos um partido que burlou várias as leis e cometeu seguidos crimes eleitorais. Se fossemos um país sério onde as leis são respeitadas esse partido seria extinto sem pensar duas vezes. O que o senhor tem a dizer sobre esses fatos e desse partido?

Acho que fui longe demais. Esta última pergunta não interessa ao Incefalópode e pela ligeireza da nossa justiça, lá por volta de 2222 teríamos alguma resposta para o que acontece com o Brasil de hoje.

Enquanto isso, fico assistindo Dotôs arrotando sua verborragia soberba e o Incefalópode fazendo lavagem cerebral.

Que país! 


A ira da torcida do Flamengo com Ocram.

28/02/2008

Escrevi este texto – clique aqui -  e logo no começo já previa o que teria de agüentar. O impressionante é que ainda recebo comentários preciosos sobre aquele texto de tanto tempo atrás e publicarei integralmente um comentário de uma certa Janete. Ela merece. Então explico algumas coisas antes.

Ali vai que escrevi aquele texto por três motivos. Mentira. São basicamente dois. O primeiro é que me incomodava muito ver tantos elogios sobre a bendita música da torcida Flamengo e não existir um ser humano que a identificasse. Nem colegas meus nem a imprensa que elogiava a todo momento. Todos diziam: “sabe aquela música que a torcida do Flamengo está cantando? Fantástica, linda, maravilhosa, né?”. Sabem quando começaram a dizer que era o “tema da vitória”? Só depois que eu publiquei aquele texto. Não fala isso por presunção, falo porque é verdade. Daí os caras diziam que era o “tema da vitória”, assim meio envergonhados com uma cara sem graça que dava até dó de ver. Eu me diverti bastante. Sabem daquele Blog que ninguém lê, mas tem gente que lê? Então, eu sei quem me lê. O canal inteiro lê, hehe, não é verdade? Mistéééério.

O segundo motivo era para mostrar a minha erudição para o “A dança dos capetas”, aquele livro que escreverei em homenagem aquele outro, de muitos elogios pela imprensa. Só que para mostrar o quanto sou erudito escrevi que o hino nacional tinha recebido grande influência da Marselhesa. Daí um Flamenguista nervosinho de nome Werther escreveu: Vai estudar um pouco de música para vir com estas teorias.

Eu vir com essas teorias? Essa “teoria” não é minha, não. É de um maestro que estava dando aula de influência musical, falando de vários estilos musicais na Rádio Cultura FM em 2002. A Copa do Mundo rolando, eu indo para a faculdade num sábado de manhã e escutando a rádio Cultura. A única coisa que fiz foi macaquear o exemplo do maestro. Só isso. A minha desgraça é não saber o nome do maestro nem o nome do programa. Mas quem quiser saber quem é e quiser pesquisar, foi no dia que o Brasil ganhou por seis a zero da China. Não esquecerei este dia jamais.

Com isso que está acima, com esse sarrinho que tirei quis dizer uma coisa: qualquer imbecil consegue passar por erudito no Brasil. E parece que consegui mostrar isso mais de uma vez.

Está explicado porque escrevi aquele texto. Ponto final. Agora o comentário de mais uma raivosinha Flamenguista, a Janete. Esta merece.

“Não sei se o considero ignorante ou burro mesmo, ao que me parece você tem até um certo nível de cultura, pois escreve relativamente bem, sendo assim, posso considerá-lo BURRO mesmo. Vou tentar explicá-lo, se isso é possível: mais essa letra não foi criada pela torcida do FLAMENGO e sim por um maestro botafoguense, que tinha o sonho de ver sua letra ser cantada pela MAIOR TORCIDA DO MUNDO, se inspirou na melodia da F1 e se emocionou ao ver acontecer, ao contrário de você que deve ser recalcado por não poder fazer o mesmo e fica aí perdendo tempo em crítica sem conhecer a história. Leia, pesquise, aí sim, depois escreva seu BURRO metido a inteligente. A torcida do Flamengo é a melhor e tem RAÇA o que definitivamente abala os demais times, pois, estes sim, não tem a CRIATIVIDADE DA TORCIDA RUBRO NEGRA.”

Eu escrevo bem? Xi, essa não é inteligente. Eu sou burrão mesmo, mas tem gente que é muito mais do que este escrevinhador. Janete diz “Vou tentar explicá-lo”. A mim? Hehe. Cada um que aparece aqui! Depois usa dois pontos, mas cadê a explicação? Coloca dois pontos e já começa com “MAIS”? Mais o quê? Ela tentou dizer MAS, mas sabem como é, eu que sou o burrão. Não é, Janete?

Mas Janete é inteligente, daquela inteligência ao estilo Lula de ser. Ela não sabe se sou burro ou ignorante. Vai ver sou os dois, Janete. Então, como sou burrão, vou até o dicionário Houaiss e aprendo isso:

Burro:

adjetivo e substantivo masculino
35    Derivação: sentido figurado. Uso: pejorativo.
     que ou o que é ignorante, falto de informação, de cultura

Viu como sou os dois? Isso é pleonasmo, Janete. Mais um pouco e você também é uma erudita.

Depois ela explica que a música vem de um Maestro Botafoguense que se “inspirou” no tema da vitória. Não! Isso não é inspiração, é CÓPIA. É USO DESCARADO da melodia. Eu apelidei isso de método Sandy e Júnior de fazer música. Mas se perguntarem aos dois cantantes aposto meus dedos que terão a dignidade de responder que usaram e abusaram de melodias de outras músicas, sem se inspirar em nada. Copiaram mesmo.

Original isso? Então sou originalíssimo. Fazia isso na sétima série para tirar sarros dos colegas e eles faziam a mesma coisa comigo. Usávamos de tudo. Até o ilariê da Xuxa usávamos. Éramos criativos, eruditos e não sabíamos!

Só para terminar, a inteligentíssima Janete diz que sou um  “recalcado” – hehe, que gente divertida – que perco tempo sem conhecer a história. É isso aí, Janete. Você entendeu TUDO que estava escrito naquele texto. TUDINHO.

Por isso escrevo este texto só para você. E para a torcida do Flamengo de tabela.

Ah sim, antes de terminar, duas coisas. Um, NÃO SÃO ORIGINAIS MESMO. E continuam assim. Pode ser lindo, maravilhoso, fantástico. Original que não é.

Dois, sabem qual é a coisa mais maravilhosa que o Maracanã já viu? Não foi a torcida do Flamengo, nem do Vasco, nem do Fluminense, nem do Brasil. Foi a do CORINTHIANS. Duro de agüentar uma verdade, não é?Ainda mais quando é de outra cidade. No dia que alguma torcida neste planeta conseguir “invadir” um estádio como a torcida do Corinthians fez em 1976 e em menor escala em 2000, eu retiro o que disse. Até lá, eu, um Corinthiano fanático, mas inteiramente lúcido, continuarei cantando:

Aha, Uhu, o Maraca é NOSSO!

Tchalas, Adelas, Té logas para vocês.


O Partido dos mendigos.

27/02/2008

Quem anda por São Paulo pode notar que nas últimas semanas a proliferação de mendigos e indigentes espalhados pela cidade deu um salto gigantesco. Se notarem verão que esses mendigos e indigentes estão posicionados em pontos estratégicos da cidade.

E quais são estes pontos estratégicos?

São as principais avenidas da cidade, as praças e, sobretudo próximo as obras de maior visibilidade da prefeitura. Até pontos que ganham alguma importância pelo noticiário são vandalizados.

 Mosteiro da Luz

Daí penso, quem será que está organizando isso? Oh, dúvida cruel! Quem será que luta com unhas e dentes para tomar São Paulo de assalto novamente?  

É a súcia. São os lemingues amestrados que emporcalham a cidade.

Ano de eleição, não é? É o povo oprimindo se manifestando, não é? Tudo muito democraticamente, não é? O espetáculo do crescimento não era a coisa mais fantástica desta terra?

Parece que em São Paulo, não é, não. Aqui o crescimento da mendicância que é o verdadeiro espetáculo do crescimento.

Que gente asquerosa.


O salto de qualidade PuTista.

23/02/2008

Quantas e quantas vezes já ouviram da boca de Lula “ é preciso dar  um salto de qualidade…” nisto ou naquilo? Alguém leva a sério isso? Leva!

Lembram-se que o Incefalópode nos ensinou que choque de gestão é contratar mais e mais pessoas? Pra fazer o quê e de que forma? Sei lá. Nem ele sabe. Mas vams contratando.De preferência cumpanherus sem concurso público como será feito na TV Lula.

Alguém ainda pensa que o “salto de qualidade” PuTista é uma revolução, como gostam de dizer? Irá jogar no lixo o tal de Seis Sigma e colocar no lugar o 13 Sigma? Acham que isso é o salto de qualidade que tanto falam?

Não! O salto de qualidade PuTista está resumida numa fala, a do professor genial dos textos anteriores, e é esta:

“É preciso acabar com a cultura do erro”.

Está aí. O controle de qualidade PuTista não é determinar faixas de desvio, criar faixas de controle, determinar melhoras nos processos para que se evitem erros ao máximo possível. Não!

O salto de qualidade PuTista é aceitar os erros. Afinal, somu tudu çerumano i devemu nus intendê di forma paçifica e amoniosa sim oprimi u çerumanu!

Não é?

Brasil, um país de bundas moles.

Dêxa uômi trá bá iá. Dêxa.


A diferença científica entre “nós vai” e “nós vamos”.

22/02/2008

Se Ocram ensina a matar neurônios Ocram também ensina como se determina cientificamente se há a diferença entre “nóis vai” e “nós vamos” e prova que não há diferença alguma entre as duas expressões acima, como quer o professor iluminado do texto anterior. Não é assim que o professor nos ensina? Então aprendam. Requer muita paciência, pois o processo é meio longo.  Além disso, é preciso ter certo número de pessoas disponíveis para a experiência e financiamento. Este último, de preferência, estatal.

Descrevo como realizei a seguinte experiência.

Primeiro Passo: Separação de dois grupos de estudo com dez pessoas em cada grupo. Formação de cinco duplas de dois em cada – e não dupla de 3, consegue entender a diferença Silvio Lancelotti? O primeiro grupo foi constituído de pessoas da Zelite Branca Opressora Paulista. O segundo foi constituído de Retirantes Pardavascos Oprimidos Pelo Sul Maravilha.

Segundo Passo: Explicação da tarefa a ser cumprida. A tarefa consiste em receber uma cidade destino por sorteio e conseguir chegar lá no menor tempo permitido.

Todas as duplas partiram de uma cidade origem em comum: Sum Paulu.

Para o grupo da Zelite Branca Opressora as cidades destino são: Nova York, Miami, Paris, Londres, Buenos Aires.

Para o grupo de Retirantes Pardavascos Oprimidos pelo Sul Maravilha as cidades destino são: Salvador, Recife, Maceió, Garanhuns, Juazeiro do Norte.

Terceiro Passo: Sorteio das cidades destino para cada dupla e fornecimento de mapa para que traçassem o melhor caminho para seu destino.

Quarto Passo: Este é o passo mais importante, consistiu em verificar a expressão usada pela dupla ao receber a cidade sorteada e apontar a cidade destino no mapa. Dessa verificação obtive os seguintes resultados.

Do grupo da Zelite Branca Opressora Paulista, 100% deles disseram:  “nós vamos para…”

Do grupo de Retirantes Pardavascos Oprimidos pelo Sul Maravilha, 100% deles disseram: “nóis vai para…”

Quinto Passo: Verificação do cumprimento da tarefa. Os resultados foram.

Do grupo da Zelite Branca Opressora Paulista, 100% obteve sucesso.

Do Grupo de Retirantes Pardavascos Oprimidos pelo Sul Maravilha, 100% obteve sucesso.

Observação: Só a dupla que foi para Garanhuns teve atraso, mas conseguiu cumprir a tarefa. O problema foi que tiveram a sorte de serem sorteados numa cidade destino onde parentes famosos nasceram analfabetos e ainda havia parentes vivendo lá. Por onde passavam era uma festa danada ao avistarem seus entes queridos, atrasando assim, sua chegada.

Conclusão.

Fica assim provado cientificamente que não há diferença entre “nóis vai” e “nós vamos” se todos conseguem chegar ao seu destino.

Viram só? O PuTismo é mesmo uma coisa extraordinária. Nunca antes vista neste país. Deixa o homem trabalhar.

Mas esperem, tem algo de errado com a frase acima. Não é assim que se fala, é assim:

Nunca antif nefte paíf. Dêxa uômi trá bá iá.


Como matar seus neurônios. Ou mati seus nerônu.

22/02/2008

Querem aprender a matar seus neurônios? Ocram ensina: leiam Caros Camaradas, quero dizer, Amigos Caros, digo, Caros Amigos. É garantido, né! Como diria meu amigo japonês. A revista deste mês é coisa do outro mundo. Nunca vi nada mais divertido. Tem uma propagandinha só, coitados, estatal para variar, adivinha de qual partido? Quem disse do PT, acertou. Governo do Pará. Há outras propagandinhas, todas da revista. Há até uma implorando para renovarem a assinatura, pois seus leitores correm o risco de nunca mais lerem coisa mais maravilhosa.

Um parêntese. Lembram-se que descrevi uma doença degenerativa do cérebro pela simples exposição ao ambiente esquerdopata? Dei o nome de Incefalopatia. Doença esta que é transmitida pelo vírus Incefalópode, também conhecido por Lula. Pois bem, estou ficando mais próximo da verdade a cada dia que passa, vejam porque logo abaixo.

Vi a revista em meu sofá, agüentar família não é coisa fácil. Resisto o mais que posso para não tocá-la, mas a capa está ali, logo ao lado, com uma capa com chamadas fantásticas e com um senhor com olhar grave e algumas de suas frases maravilhosas em uma entrevista.

No dia seguinte a revista está aberta na bendita entrevista. O entrevistado é um tal de Marcos Bagno, professor. Não resisto mais e dou uma folheada. Caio na pergunta da frase mais linda da capa. Transcrevo:

CA: Pelo que entendi, o seu trabalho representa a reabilitação dos falares populares. Considerar tão digno dizer “nós vamos” e “nós vai”, as duas frases exercem a mesma função comunicativa e uma não é melhor do que a outra. Mas como isso se aplicaria nas escolas?

MB: Do ponto de vista da lingüística cientifica não existe nenhuma diferença entre “nós vai” e “nós vamos”. As duas tem razão de ser, tem uma lógica interna, respondem a processo de transformação da própria língua. Mas aí é que entra a diferença entre um estudo sociológico e o relativismo meio simplista, essa coisa horizontal que a sociolingüística variacionista coloca. Na sociologia da linguagem vira uma coisa vertical em que os diferentes falares sociais são hierarquizados diferentemente. Então, algumas formas lingüísticas gozam de prestígio na sociedade e outras sofrem estigma. As que gozam de prestigio são aquelas usadas pelas camadas dominantes da sociedade. Quando há uma inversão desses papéis sociais – como aconteceu na França do século 18 com a Revolução Francesa -, quando uma classe social assume o poder, evidentemente sua maneira de falar vai passar a ser considerada a mais bonita, a mais correta, aquela que deve ser imitada. O exemplo da França é o mais eloqüente a esse respeito. Muitas coisas que eram condenadas, consideradas feias, fala vulgar etc., com a ascensão da burguesia ao poder se transformaram no francês modelar, que todo mundo tem que aprender e ensinar.

Coloquei a resposta inteira para que alguém possa me explicar o que está em negrito. Eu simplesmente não entendi porcaria nenhuma. Será que ele queria dizer alguma coisa? Desconfio que não. É assim que começa o extermínio de neurônios, você vai lendo, lendo e quando vê está repetindo essas mesmas coisas que não dizem absolutamente NADA com a maior naturalidade. Mas esse professor com um saber todo iluminado tem mais a dizer.

CA: No caso do Lula se daria a mesma coisa ou não?

MB: O caso dele é especialíssimo. Até escrevi um livrinho inteiro sobre isso, chamado A Norma Oculta, justamente no período em que ele tinha sido eleito e houve reação de boa parte da imprensa, as acusações eternas de que ele fala errado. Mas ele não representa uma revolução lingüística, porque é individuo, e as revoluções se fazem de maneira coletiva…

Aqui está a Incefalopatia em estado puro. O professor escreveu um livro intero sobre o modo de Lula falar? Só um? Mas tem assunto para fazer uma enciclopédia!

Um vírus não faz verão, precisa de uma coletividade de infectados para transmitir a sabedoria incefalopódica. Lula não fala errado, não! São as elites opressoras que não querem entender a fala suprema do homem mais moral e ético deste país. Leiam lá: “as acusações eternas”. Quando a imprensa transcreve a fala de Lula, não está transcrevendo um fato real, está acusando o homem mais puro que esta Terra já viu. Quando Lula disse: “fiquem tranquilis”, todo mundo entendeu o espanhol puríssimo do individuo Lula. Só ficamos numa dúvida terrível se era o Espanhol Castelhano, o basco, o catalão ou o mussululês. Lula é um poliglota, fala até Latim. A imprensa que fica fazendo acusações eternas sem razão alguma. São mesmo uns golpistas.

Não li a entrevista inteira, não quero exterminar minha “massa encefálica dentro do cérebro”, só passei os olhos. Daí cai numa outra pergunta sensacional.

CA: E essa invasão estrangeira, delivery, essas coisas todas, isso significa o quê?

MB: Significa que o imperialismo americano está aí, que a globalização não existe, o que existe é a norte – americanização do mundo….

CHEGAAAAAA!!!!!

Morreram alguns neurônios. Os não-leitores que ousaram chegar até aqui perderam outros tantos, perdoem.

Poderia faltar o imperialismo americano? Claro que não! Se faltasse não seria a Caros Camaradas, quero dizer, Amigos Caros, digo, Caros Amigos.

Não existe mais globalização, é? Hehehe. Não é hilário? Então quer dizer que Bidê é uma invasão americana? Baguete também? E átomo? Não consigo lembrar de outras palavras interessantes. Pô, esses americanos são demais! Até antes de existirem ele já criavam coisas para deformar a bendita língua portuguesa.

Essa revista ainda existe graças ao PT. Aplaudam, o PuTismo ainda fará muito estrago. Será preciso séculos para curar o estrago feito por essa gentalha no poder. Há uma frase em letras garrafais que estampa o inicio da entrevista que resume todo o PuTismo: “É preciso acabar com a cultura do erro”.

É içço aí. Apoiadu cumpanhêro. Errá é umanu, tudu muno erra veio. Temu qui intendê tamém i cumpriendê u qui us cumpanhero ta quereno dizê. Fiqui tranquilis qui nóis intendi u qui cê qué transmiti prus manu oprimidu pelas zelites qui queri simpô cuma norma culta da língua.Tamu na lutxa. Capitamu voça mensagi, ta guadadu nu corassão. Moro? Fé, sangui bão.

PS: La Fúria de Ocram adverte: para preservar seus neurônios evite ambientes esquerdopatas.


Desandaram a falar daquele livro?

20/02/2008

Nossa! Quanta visita tenho recebido no primeiro texto que escrevi sobre aquele livro que serve de inspiração para o meu futuro “A dança dos capetas”. 

Desandaram a falar por aí daquele livro que nos ensina que cervo é o termo erudito para veado? É mesmo, é? Onde? Oh, mistério cruel!

Estão fazendo pesquisa pro prêmio jabuti também? Hehe. Pretensioso eu? Não diga! Só a indicação já me fará um sujeito feliz, se ganhar então… Estão debatendo sobre o tamanho de ensinamentos que ali vai?

Virei referencia, é? Não diga! Sério mesmo? 

Doctor's Visit   STEEN, Jan 

Não venham aqui, não. Vão ler o livro. Não percam tempo com este blog que ninguém lê. Vão aprender com os doutores deste Brasil. Eu sou só mais um analfabeto pretensioso. Menos anarfa que o Lula, e menos pretensiosos também, mas sou. 

Ignorem o que digo. Aprendam com os doutores. Estes me enchem de alegria.


Se faço jornalismo? Ou eu, o orgulhoso.

18/02/2008

Já pensaram que Ocram era jornalista, certo? Pois bem, me parece que não estavam tão errados assim. Antes darei três exemplos retirados de veículos que respeito muito.

Folha de São Paulo , 18 de Fevereiro de 2008.

“Em entrevista ontem na base brasileira na Antártida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o cartão corporativo foi a “única coisa decente” criada na gestão de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).”

E da boca de Lula saiu:

 “Não incomoda [a CPI dos Cartões] porque o cartão corporativo é a coisa mais decente que foi criada ainda no governo passado [FHC]“, disse o presidente. “

O Estado de São Paulo, 18 de Fevereiro de 2008.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, na Estação Comandante Ferraz, a base brasileira na Antártida, que a criação da comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar o uso dos cartões corporativos “não incomoda”. Na avaliação de Lula, o cartão corporativo “é a coisa mais decente já criada, ainda no governo anterior.”

Mais adiante:

“Lula lembrou que, na campanha eleitoral de 2006, afirmou num debate com o candidato Alckmin que “a única coisa boa que o governo passado criou foi o cartão corporativo.”

Blog do Reinaldo Azevedo, 18 de Fevereiro de 2008.

“Lula concedeu ontem uma entrevista na base brasileira na Antártida e disse não temer a investigação dos cartões corporativos. Também ele veio com a conversa mole de que a CPI pode sugerir maneiras de controlar gastos etc e tal. E, claro, teve um daqueles inevitáveis ataques de delinqüência política, não importa a temperatura em que esteja: afirmou que o cartão corporativo foi o único legado positivo do governo FHC. Dizer o quê?”

Como de modesto não tenho nada, leiam o que foi publicado em La Fúria de Ocram em 14 de fevereiro de 2008.

“A ÚNICA coisa boa que o FHC criou no governo dele foi o cartão corporativo.”

Curto e simples. Publiquei também o filme que estava no youtube de onde saiu a frase acima.

Tirando este escrevinhador, só Lula fez questão de lembrar que a origem de sua fala remetia a campanha eleitoral em 2006 e só o Estado de São Paulo mencionou. Como o pessoal costuma ignorar as falas de Lula, ele fez questão de esquecer uma coisa.

Naquele tempo ele achava que era uma “LEVIANDADE” abrir os gastos de seu gabinete. Hoje isso é questão de segurança nacional e está “tranquilis” com isso.

Se ninguém trata desse assunto, Ocram trata.

Está aí. Ocram também sabe fazer um pouco de jornalismo. Eu não precisei de Lula para saber de onde veio. O assunto já era pauta a pelo menos duas semanas, faltava a pesquisa apurada. Faltava pesquisar suas falas. E fui buscar direto na origem do assunto. Requer memória e um pouco de boa vontade.

Por que fico orgulhoso? Ora, não sou jornalista. Para quem tem poucos horas – para não dizer minutos – por dia para pesquisar, escrever e publicar tais assuntos, quer dizer que algo de bom estou fazendo.

Eu me parabenizo e fico feliz pra burro com isso. Afinal, quem lê este Blog? Ninguém.

Pra terminar.

Dêxa uzômi si isbaldá. Dêxa!


Lula, o maior poluidor do mundo no último lugar que faltava visitar.

16/02/2008

Já disse que Lula é o maior poluidor do mundo. Desafio alguém a provar que minhas contas estão erradas e que digo bobagem. É o maior criador de esteiras de fumaça que este planeta já viu. Façam as contas – per capita – e verão Lula em primeiríssimo lugar. E aposto nisso mesmo que contem TODOS os tipos de poluição que queiram colocar nessa conta.

Agora contribui com sua família – incluindo seu Ronaldinho, o ex-limpador de cocô de hipopótamo – a levar mais algumas esteiras de fumaça para a Antártida num avião da FAB.

Faltava um lugarzinho no mundo para Lula, o maior poluidor do mundo visitar. Não falta mais.

Lula na Antártida! Deve ter ido fazer um acordo de colaboração cientifica com o Imperador, El Pingüim – este fala espanhuel, sabe?, os dois se entedem - para que se possa estudar mais detalhadamente esse tal fenômeno do aquecimento global.

Não é isso? Tem que ser.

Quando cantavam Lula lá, não sabiam que eram em tantos lugares assim. É Lula lá, e lá, e lá também, e lá, mais lá, lá….Não é?

Já mandamos um parasita que logo se aposentou, quer dizer, um astronauta patriota que logo se aposentou, que foi plantar feijõezinhos no algodão no espaço. Muito dinheiro, nenhuma ciência. Muito dinheiro, nada de desenvolvimento. Falta mandar um vírus brasileiro para vermos como se comporta no espaço, falo do Incefalópode.

Quero Lula no espaço. Lula lá…  

Só de ida, por favor.


Esbórnia petista.

16/02/2008

“A ÚNICA coisa boa que o FHC criou no governo dele foi o cartão corporativo.”

O homem mais ético, o homem mais moral deste país reconhece um mérito – e somente um – no governo de seu antecessor a criação do cartão corporativo.

Dá para entender os motivos dessa “coisa boa”, não é? Picanha argentina, whisky, viagens, lingerie, tapioca, mesa de bilhar… Dêxa uzômi si isbaldá!

Estabilização da moeda, fim da inflação, isso, para Lula, não são coisas boas.

Aumentar o percentual de alunos que freqüentam as escolas, para Lula, não é coisa boa.

A criação do Vale Gás, da Bolsa Escola, da Bolsa alimentação, precursores do bolsa família, para Lula, não são coisas boas.

Bom mesmo foi a criação do cartão corporativo. E com um detalhe, que seja sempre sigiloso os gastos do gabinete da presidência. Pois abrir os dados desses gastos é “leviandade”, além de ser assunto de segurança nacional, certo? Vejam o filme abaixo.

Então eu pergunto aos tucanos: São mesmo diferentes do PT? Vocês fizeram a denúncia – como disse Alckmim – na campanha eleitoral da farra dos cartões, não continuaram denunciando por quê? Qual fato relevante para aceitar estender a investigação numa CPI até o governo anterior sem nenhum fato relevante?

O PT quer se fazer igual. O PSDB se deixa fazer.

Parabéns! Se o Brasil não agradece, eu agradeço. Vocês são fantásticos.

PS 1: Não sou jornalista – por enquanto – mas escrevo e faço algumas coisas que muitos e muitos por aí não tem capacidade ou não querem fazer por vários motivos.

Eu faço e continuarei assim. Faço tudo isso com prazer.

PS2: Recado.

Andar pela Paulista é uma experiência divertida, sempre. Algumas vezes você está em algum canto quieto, relaxando, apreciando a paisagem, desfrutando de um ambiente e aparecem os tipos mais divertidos que ficam lhe encarando com uma cara assim: onde eu já vi esse sujeito antes?Será que é ele?

Alguns fazem isso por me achar bonitão, elegante, charmoso… mas não me conhecem e nunca me viram mais gordo. Os ousados tomam chutes as ousadas abraços e beijocas, hehe. Outros são mais organizados. São aqueles que são um, que são muitos e que são ninguém. Pesquisam, descobrem e passam aos outros por e-mail, pela internet. Essas maravilhas modernas são fantásticas, não é? Não é assim que foi feito? Eu sei que foi.

Então, gostou do viu? Agora pode falar que me conhece em carne e banha.