Que importância tem isso?

31/12/2007

Feliz 2007. Adeus ano novo. Dito isto, um momento de reflexão no último texto do ano para o que foi e para o que virá.

POUSSIN, Nicolas - A Dance to the Music of Time

Posso resumir um ano de fúria, um ano de miséria intelectual, analisando o que escrevi e o que outros escreveram. Volto,pois o tema volta. E voltará novamente em 2008, pois aposto que ganha o Jabuti. Anotem aí, é minha previsão para 2008. Não quero mais voltar ao tema e farei de tudo para que este seja o último texto a respeito. É impressionante a importância que certas coisas tomam, por mais irrelevantes que sejam.

Do que escrevi posso resumir assim: que importância  tenho?  Que diferença faço? E disso cada um faça sua reflexão. A minha resosta é: nenhuma, nada.

Agora do que os outros escreveram. Por que tanta “fúria”? Por que dou tanta importância a coisas pequenas? Por que dou importância a um livro que ninguém leu e que ninguém lerá? Por que falar mais de um livro que todos dizem ser de grande importância, erudição, que todos aplaudem, elogiam? Por que dar importância a algo – que sei – que não sairá de um pequeno círculo de grandes iluminados? Pra que ser do contra em algo que é unânime?

Simples. Escrevo em “fúria”, pois também sai do meu bolso. Escrevo porque é lixo que reflete a qualidade de uma instituição sustentada com MEU dinheiro, o seu, enfim, o nosso dinheiro. Só isso? NÃO! Escrevo por principio.

Se somente eu estiver dizendo algo,não me calarei porque alguém me mandou calar por qualquer motivo que seja ou porque estarei sozinho nessa grita. Me calarei, sim, se estiver errado, não por não pertencer a um pequeno círculo disto ou daquilo e me ver desautorizado por lemingues amestrados. Continuarei dizendo se achar que deve ser dito e cada vez mais forte, mais alto.

Já me coloquei para escrever “A dança dos capetas”. No principio era mera ironia, agora virou um objetivo de vida. Vou escrever, vai demorar, mas vou escrever. Já tenho o título e um ou outro texto. Vou falar de tudo. De tudo um pouco. Leio um montão de livros, coloco tudo numa bibliografia de preferência extensa pra mostrar erudição, dou uma remexida neste caldeirão cultural incultural que está o Brasil, mando para um ou dois colunistas culturais que não lerão o livro, e ver no que dá. Se der uma gorjeta aposto que elogiam sem ao menos lerem a orelha do livro.

Se não der certo eu vou até a USP, coloco o mesmo livro numa tese de doutorado e sairei dali louvado. Simples e fácil.

Mas consigo reduzir minha fúria em tópicos. Como vou ficar calado, diante de tamanha exaltação de um texto recheado de erros e exaltado como de extrema erudição? Como ficar calado diante daqueles que não aceitam críticas – e comprovei aqui – mas não se dão ao trabalho de ler aquilo que outros estão criticando? Como ficar calado diante dessa miséria intelectual exaltada como erudição? Como ficar calado diante disso tudo? 

Disso tudo,vejam o que aprendi:

1 – Fiquei sabendo que a bandeira inglesa tem a cor azul.

2 – Ver um historiador colocar dois eventos distintos em datas incompatíveis NUM MESMO PARÁGRAFO . E isso é erudição. Isso é conhecimento do assunto que se está tratando. Isso é pesquisa e revisão bem feitas.

3 – Ficar sabendo que ao escrever um livro é melhor escrever o bonito ao escrever o certo. Exemplo, ao invés de citar o animal VEADO cite CERVO. É mais bonito e não é pejorativo. Mesmo que não faça relação alguma com a realidade, isso é o que deve ser feito. Erudição também é polidez, mesmo falseando a realidade!

4 – Ficar sabendo que um sentimento COLETIVISTA vem de uma região  onde há MOVIMENTOS SEPARATISTAS históricos.

5 – Ir pesquisar na bibliografia de onde saiu a heráldica que está ilustrada no livro e ver que saiu de…de…de onde mesmo?…Vá saber! Talvez de um entre tantos dicionários ou enciclopédias apontados na bibliografia. Não saiu de nenhum livro específico, revista ou pesquisa. Então presumo isso. Os exemplos não sairiam de um quiosque de shopping center, não é?

6 – Ver que essa pequena coleção de sabedoria sair de um apanhado do conteúdo de aulas de uma PÓS GRADUAÇÃO, na que é considerada a melhor universidade do país!, e tudo isso ser considerado IRRELEVANTE.

Que miséria!

São só esses seis itens que me incomodam? Claro que não. São muitos e muitos outros, e alguns que não citei aqui nenhuma vez. Não cito pois não fazem mais diferença. Como isto: um exemplo é dado numa página e páginas a frente ser citada de forma contrária. É uma espécie de déjà vu dos infernos! Eu não citei isso antes? Ah, que coisa! Não queria, não quero e não voltarei a ler o livro novamente para achar e transcrever onde está estas citações preciosas.

Já me bastou os que apontei, e apontei porque não suportava mais ler e fazer uma leitura por fazer. Não acabei de ler o livro e não terminarei. Coloquei ele ali na estante. Ficou lindo!

Pronto, chega do passado. E daqui pra diante?

Daí, que nada. Decepcionante, não? Não tenho esperança alguma defte paíf. É a exaltação da miséria. Viva!

Pois é, vá ler coisa melhor, está fazendo o que aqui, caro não-leitor? Não perca seu tempo aqui. O bom leitor não vai querer preciosidades, pensamento brilhante de uma mente furiosa, de um sujeitinho raivoso, vai? Então, vá ler coisa melhor. Vai lá. Deixe os irrelevantes falarem sozinhos. Dá certo.

Vou continuar gritando ao vento, mas feliz da vida. Afinal, tudo isso que está acima é IRRELEVANTE. E quem escreveu estas cositas aqui, não tem importância alguma e não faz diferença alguma.

Mas que continuarei a escrever, não tenham dúvida. É por princípio e uma pitada de terapia. Mas que tem gente que fica mais raivoso que este escriba, tem! Que coisa!

Feliz ano velho.


Um problema para os críticos.

25/12/2007

A crítica, no Brasil, carece de qualidade. Todas elas. A cultural, a política, a esportiva… É um verdadeiro lixão de comentários pífios. Os bons se contam nos dedos e quase não são ouvidos ou lidos. Fico impressionado com aqueles comentaristas multi-talentosos, estes que comentam em mais de uma área. São preciosos! Quase gênios.

Eu já me cansei do assunto, mas chegar ao final do ano e ler que este ou aquele é o “personagem do ano” é de doer as pelotas. E ler isso de um colunista num dos maiores jornais do país, é de doer mais ainda. Que miséria!

Quando a crítica cultural elogia um livro, livro este que dão como “livro do ano”, e não há uma só critica contrária ao conteúdo do livro, uma só, quando certas pessoas não aceitam críticas daqueles que apontam ERROS GROSSEIROS da obra, provam só uma coisa: elogiam o que não leram. Se leram, não entenderam. Provam outra coisa também: a unanimidade é mesmo burra.

E eu, modestamente, provei aqui. E provei mais de uma vez. Mostrei que lemingues se armavam para o bote por causa de uma crítica contrária a um livro de seu professor. Mostrei antes, que faltava uma comentarista que sequer sabia o nome daquilo que estavam criticando, e mesmo assim, a distinta deu o bote.

Sequer se preparou para o bote. Deu sem saber contra quem estava dando o bote. Não se dá ao trabalho de estudar, de pesquisar contra quem ou o que está atacando, criticando. Faz por espírito de bando.  

Ela é o espelho do que pretendeu defender. Não leu e não entendeu. Não entendeu, mas escreveu. É um único espírito. É o espírito da miséria intelectual defte paíf.

No momento que um professor de história – denominado erudito – consegue a proeza de colocar NUM ÚNICO PÁRAGRAFO dois eventos distintos em datas incompatíveis é, no mínimo, não saber do que se está falando. No mínimo.

Mas isso no Brasil é considerado “irrelevante”. No Brasil isso é considerado erudição. No Brasil isso é considerado uma obra maior. No Brasil isso é considerado mero detalhe que não macula a obra.

A irrelevância está se tornando parte do caráter do brasileiro. Isso se já não o for.

Triste. Um problema para os críticos trabalharem e, pensarem. Só um pouco. Não dói.


Feliz Natal

24/12/2007

CARAVAGGIO  Nativity


O insuperável Lancelotti.

23/12/2007

Silvio Lancelotti é um prodígio da crítica esportiva. É um sujeito extraordinário, que talento, que inteligência, haja sabedoria.

Não consigo ficar cinco minutos em frente à TV sem xingar Lancelotti várias e várias vezes. Seus comentários são sempre muito cuidadosos, sucintos, enfim, pérolas do pensamento que não atrapalham em nada, nadinha as transmissões esportivas. Vejam este caso.

No jogo Internazionale versus Milan, a certa altura do jogo Kaká finta o zagueiro Samuel até o mesmo entortar as pernas e sair contundido de jogo. O narrador do jogo já prevê uma contusão no ligamento cruzado do joelho. Pela cara de dor do zagueiro é provável que seja. Mas aí vem a luz brilhante da inteligência Lancelottiana. Ele diz, cito de cabeça:

“…blá,blá,blá… nada que uma HEMOGRAFIA não possa detectar… blá,blá,blá…”

Brilhante! Magnífico! Monstruoso! Genial!…. Não tenho adjetivos para tanto brilhantismo.

O jogador grita de dor colocando a mão no joelho e o DOTÔ Lancelotti quer fazer uma HEMOGRAFIA!  O sujeito que assiste, que ouve isso e não xinga o digníssimo até a décima ancestralidade tem sangue de barata ou não prestou atenção alguma. É impressionante esse sujeito. Impressionante. Eu gostaria de fazer uma pergunta aos seus colegas de trabalho: como agüentam este sujeito? Vocês são heróis. De verdade. Tem que ter um talento enorme para ficar ao lado desse sujeito.

Mas o melhor não ficou nisso. Claro que não. Tem que ter um toque de humor nessa história. Vejam só de onde sai a sagacidade deste escrevinhador. A família ao notar a ira de Ocram contra a TV pergunta o que está acontecendo. Eu relato tudo, exatamente como saiu, daí, o patriarca dos Otineb chega mais perto e dá seu veredicto.

O médico poderia sugerir uma MAMOGRAFIA, só para aproveitar.

Como diria um colega de TV de Lancelotti: Pois é. Poderia consultar um ginecologista também, o efeito será o mesmo. O joelho do cara vai continuar doendo da mesma maneira. É provável que até consiga dar um  jeito mais rápido para o problema. O médico manda deitar na mesa ginecológica e já descobre onde é o problema de cara. O médico manda colocar a perna pra cima e já sabe que o problema está. Rápido e eficaz. Hemografia? Heheehe, pra quê? Manda pro ginecologista!

Ô Lancelotti, vai preparar um cozido de joelho de porco e deixa os esportes para quem entende do assunto. Vá cuidar da família. Vá fazer pizza. Vá fazer qualquer coisa menos falar de esportes que você TORRA a paciência. PEDE PRA SAIR pelo amor de Deus.

Não dá para agüentar Lancelotti. Ele é insuportável e nisso, insuperável.


Um homem-massa me convida para ser um deles.

21/12/2007

Escrever um Blog é uma das melhores coisas que já fiz – e ainda faço, vá saber até quando – na vida. Que delícia é isso aqui. São divertidíssimas as pessoas que comentam aqui. Até aquelas mensagens que apago tem sua graça.  

A raiva contra mim está crescendo e muito. Vá saber por quê. Eu sou só um grão de areia. E quando este grão começa a ser “pesquisado” – se é que me entendem – e incomodar de verdade, quer dizer que a vaca já morreu no brejo há muito tempo.

Antes uma coisa. Falta uma coisa ainda por fazer neste Blog porcamente escrito, explicar o título. O “la fúria” tem mais de um significado. Quem sabe ler e “capta as mensagens” já deve ter entendido o(s) motivo(s). Mas farei uma nova aba lá em cima no Blog para que entendam. Vai ficar tudo muito bem explicadinho. Parece que só assim algumas pessoas entendem.

Vou tratar agora de mais um comentarista, este se chama Junior, o gigante. Júnior que entender a minha fúria, meu nervosismo, quer saber a qual partido pertenço, quer entender o porquê de tanta baixaria, na verdade me propõe um rumo na vida. Júnior quis saber mais de Ocram, ficou intrigado com este escrevinhador, quis saber se colocava a cara pra bater, então, pra matar sua curiosidade, entrou lá na aba “Ocram” e deixou seu comentário.

Ocram explica, pode deixar. Começando. Outra vez, baixaria onde? Tem palavrões este blog? Não tem. Nenhum. Baixaria? Ô povinho sensível este. Nestas horas eu me lembro de Olavo de Carvalho, imagine se eu, Ocram Ninguém, começasse a mandar as pessoas tomarem no… vocês sabem onde, assim sem mais nem menos. O que aconteceria? Ô povinho sensível.

Agora a dúvida que inquieta essa gente. Quem é Ocram? E dessa, deriva muitas outras. E saem conclusões como isso aqui: “Me perguntei:—-De qual partido ele é ( ou pertence)? Do PT não  é ! Do PSDB também não faz sentido pois também o critica…hummm, bem, da pseudo-esquerda também não parece ser pois diz ser da igreja e aparenta ser bem conservador ( posso estar errado, pois eu não sou eu somente, sou eu mais muitas outras pessoas , idéias, hipóteses, em síntese, outros  seres), do DEM, talvez????”.

Aparento ser bem conservador por ser da igreja? Hehe. Que gente engraçada. Ocram conservador. Elogio isso? Grato, pois. Não sou da igreja. Sou só um Católico Apostólico Romano E Corinthiano. Posso dizer que pratico mais o Corinthianismo do que o Catolicismo. Sou um pecador. Mas fiel até a última célula viva deste corpo e de alma completa. Ah, e eu, sou somente eu. E mais ninguém. Eu não sou idéias, eu não sou hipóteses eu não sou outros seres – eu hein?, isso me faz lembrar esses caras que de dia são machos pacas e de noite, como diria Costinha: uhmmm noffa! Hehe -. Eu sou Ocram Otineb e só. Ponto final. Me lembrei de uma coisa e voltei para acrescentar aqui. Eu poderia dizer que eu sou eu e minhas circunstâncias, mas não, seria macaquear demais. Eu sou eu, e só eu, nada mais do que eu.

Mas o sujeito é profundo de verdade e faz uma pergunta a altura: “Me diga cara, o que você busca com essa agressividade? Que saídas você propõem concretamente para os nossos problemas sociais?”

Eu tenho várias soluções para “nossos” problemas sociais. E com a minha agressividade – certo?- só teremos sucesso se minhas soluções forem executadas ao pé da letra. E só terão sucesso por um único caminho, mas acho que isso vai dar numa guerra civil. Acho que é inevitável. A solução para o Brasil é Ocram Imperador, tipo um Napoleão dos trópicos. Gostou? Eu também não. Mas que é a solução, não tenha dúvida. Eu sou O cara. Morô mano? Sou quase um Napoleão. Só falta a tropa pra botar ordem no Brasil. Sou baixinho, gordo e tenho uma tremenda azia que me faz colocar a mão no estômago, igualzinho o cara do outro trópico, daí vem a minha raiva, vem do estômago, do fígado, vá saber, por esse lados.

Tem uma criação de Ocram que faz um tremendo sucesso com os amigos. É o Lemingue. Não o animal em si, mas essa cria da inteligência brasileira que segue os comandos do mestre cegamente. O lemingue de Ocram é o homem-massa de Ortega y Gasset. Eles buscam, eles pesquisam, eles provocam, eles ameaçam, eles fazem tudo o que lhes mandam. Vejam só o que o distinto camarada, ex-petista, mas, ainda Lemingue diz:

“Caso você não tenha respostas concretas para tantos problemas sociais, por favor, deixe de ser só você, de olhar só para o seu próprio umbigo como faz a nossa elite, e baixe o tom….”

Poderia ser dito de outra maneira? Sim, poderia. Poderia ser dito isso. Cala a boca ou morra. É a mesma coisa. Se você não é o homem-massa, você não é ninguém. Então, pra que estar vivo? Mata o lazarento! Certo? Se eu chamar o lemingue, que se diz um ex-petista decepcionado de PuTo, vai acabar dizendo que xinguei essa pia alma. É um gigante esse Júnior. Uma gentalha sensível essa não? Não admitem um PuTo, pois é baixaria. Mas se você ousar não ser um deles…

Mas tem as partes divertidíssimas do comentário. São aquelas partes que disparam a faísca na minha massa encefálica dentro do cérebro que cria algumas coisas preciosas. Vejam isso: “Pois se o nosso “planeta afundar” NÓS afundaremos juntos, e você verá que não é só você e , eu ,muito menos , só eu!!!”

Acho que o rapaz ainda está em 1900, 1800, por aí. Naquela época onde surgiram essas teorias coletivistas. Está naquela época quando o planeta “navegava no éter” ao redor do Sol. Se o planeta afundar, nós afundaremos juntos. Não é poético isso? Espera, deixa enxugar uma lágrima aqui, comovente isso. Mexeu com meu coração empedernido.

Pronto. Agora vou usar essa metáfora, dessa de física planetária para ilustrar o que penso disso tudo. Imagine se o planetinha Terra explodisse por causa de um meteoro que foi atraído pelo Imperialismo Gravitacional do Sol. Um meteoro que obedecendo cegamente a tudo o que o mestre Gravidade diz, resolve colidir diretamente com aquele planetinha azul metido a besta que não quer ser como os outros que são mais avermelhados. Um planetinha arrogante que não gosta de se comparar com aquele planetinha vermelho, vizinho muito bacana, mas furioso e sem vida. Este planeta vermelho que gosta de dizer “eu sou você amanhã” e faz de tudo para que seja, quer fazer deste plantinha mais um da sua turma, mas a Terra não quer de jeito nenhum. Aí num dia de fúria, a gravidade do Imperialismo Solar se enche e manda um meteoro ir direto pra Terra. O lemingue cosmonauta vai lá e BUM, acaba com a Terra. Dos pedacinhos que um dia foram a Terra viramos meteoros, outros meteoritos e outros ainda pó de estrela – pra não dizer purpurina . Sabe o que vai acontecer?

Eu, meteorito Ocram irei para um lado, e você, Gigante meteoro Junior irá para outro junto com um montão de outros meteoros e meteoritos e e pó de planeta. Eu garanto. Continuarei a ser só eu e você continuará a ser MASSA. Podemos até ser parecidos , mas não somos. Eu serei um meteorito errante, solitário e feliz e você fará parte de um novo cinturão de meteoritos querendo atrair os outros. E se não atrair, de vez em quando, esse cinturão de meteoros-massa, ao comando da gravidade implacável do Imperialismo Solar, manda um meteoro ou meteorito colidir com outro planetinha metido a besta, para ver o que é bom pra tosse, até que todos vivam na paz eterna coletiva, harmoniosa, dando voltas ao redor do mestre.

Gostou da metáfora? Foi quase um desenho, acho que deu pra entender.

Eu NUNCA serei como vocês. Vivam com isso. Eu vivo bem.

Tá vendo? Baixaria onde? Se eu soubesse escrever diria que é literatura. Sou melhor que aquele falsísimo Veríssimo, ou o perseguidíssimo pela ditadura, que nunca levou um tapa da policia, Cony.

E ele termina:

Fique tranquilo não estou aqui para defender o “PT”

Tranqüilo como sempre. E não, claro que não defende o PT. Está defendendo o PuTismo, não o PT. Não vejo diferença alguma. De verdade, não tem diferença. Você pensa que não é mais um deles, mas é sim. Não mudou o jeito de pensar. Convidou-me até para conhecer algumas favelas. Obrigado. Não carece. Está difícil sair de meu burgo por esses dias. A plebe está preparando uma festa para seu senhor e não posso me afastar.

Terminando, meu barato gigante comentarista, um recado. Conhece mais dessas coisas que são fonte de sua preocupação – e digo que conhecem na carne e no osso – mais gente que não fala uma palavrinha sequer que é “da periferia” ou que é “engajado” ou que “luta pelas causas dos oprimidos”  ou que faz parte desta ou daquela ONG ou que está fazendo algo de bom pela humanidade do que muitos picaretas metidos a poeta, jornalista, cantor, filósofo ou madame desocupada que sentindo na alma alguma culpa pelo que tem funda algumas organizações sociais e vai até na ONU fazer discurso.

Não, eu não poupo ninguém. Sou como o pop do Papa daquela canção chata pra danar.

Não preciso de companhia para ser quem sou. Nem ninguém precisa de mim para isso ou aquilo. Não sou massa. Sou só eu, e isso me basta. Se lhe incomoda, mude de canal. As vezes nem eu me agüento, mas me divirto pacas com isso tudo. Hoje foi um desses dias.

Grato.


Parabéns a um canalha, parte II.

20/12/2007

Ah!, esses fãs de Niemeyer, não conseguem enxergar um palmo a sua frente . Já falo sobre um comentarista que pensa que entende do que fala. Antes falo do mestre, o canalha em si.Vaso ruim, realmente, não quebra.

O sujeitinho vil, ao completar 100 anos, recusou-se a assoprar as velinhas de seu bolo de aniversário, feito em glacê que estilizava o MAC de Niterói. Considerou que a “arte” não estava bem executada, harmoniosa.

Vil, velhaco, comunista, abjeto.

Se fosse eu o confeiteiro, teria feito o bolo de concreto e massa corrida. Assim o canalha se fartaria todo não deixando um pedacinho sequer. Aposto que elogiaria muito.

Agora vou ao comentarista. Gostei do que o sujeito comentou sobre Niemeyer. Como o mestre, um canalha do mesmo tipo. Tal mestre, tal seguidor. Deve ser arquiteto. Como meu texto dá uma conclusão bastante particular do que penso do “elemento” – hehe, -  o sujeito deve ter ficado muito incomodado.

Como bom idiota que não sabe do que fala, a primeira coisa que faz é colocar palavras na boca do outro. E manda ver: “Tome os arquitetos que você deve amar (aqueles do Adolpho Lindenberg ou aqueles de prédios “clássicos” ou “renascentistas”): não são repetitivos? E o são porque lhes falta o que Niemeyer tem de maior: criatividade, surpresa.”

 Sagrada Famlia

Gaudí, já ouviu falar? Esse eu respeito. Esse eu vejo criatividade, nesse eu vejo surpresa, nesse eu não vejo repetição, aquela repetição monótona, não vejo espaços vazios e sem vida. Agora esse tal de Adolpho e seus arquitetos, desconheço, portanto, amor não é. Isso não importa, o que importa é o que o comentarista diz.  Criatividade e surpresa em Niemeyer? HAHAHAHA. Faz-me rir. Comparar com os renascentistas? Bom, eu proporia um desafio se fosse possível, seria este. Leve Niemeyer para a Renascença e vejamos do que ele seria capaz de fazer com os instrumentos da época. Aposto que levaria uma grande bicuda no traseiro. Mas isso é exercício mental e não vale nada.

Sabe o que é mais HILÁRIO na obra do canalha? É dizer que segue os traços da natureza. Talvez a natureza de um pedaço de bolo sobre a mesa de jantar inspire alguém a fazer o auditório Ibirapuera. Certo? Natureza onde? Ou a Oca, deve ser inspirado na natureza de um quindim. Não é? Mas tem aquele museu “O OLHO”, certo? É natureza, repete o olho humano, tem razão, é natureza. Eu que estou errado. Pena que ao redor das “obras de arte” do vil arquiteto não exista exatamente o que lhe inspirou a obra, ou seja, vida, natureza. Vai dizer que é mentira?

Pensa também que conheço do assunto mais do que conheço de verdade, deve ser sinal que faço algum sentido. Aí o sujeito fala criticando meu furor: “E você confunde “luz” com “iluminação”.

Não confundo, não. Mais uma vez, dicionário, Houaiss:

Luz: a iluminação que procede do Sol durante o dia; luz do dia; claridade

Iluminação: irradiação de luz (solar, artificial, produzida por chama etc.), que torna claro ou visível aquilo sobre o que incide

Complicado né? Nem leu o que critiquei. Se leu, não entendeu. Diferente pacas o que vai acima, não é? Dá uma confusão isso! Aliás, se lesse o que escrevi, critico que o arquiteto não sabe, ou não quer, usar o que o país mais lhe deu de “matéria-prima” para usar em seu trabalho, ou seja, “a iluminação da luz solar”. Tá bom assim? Não dá pra confundir luz com iluminação agora, dá? São essas sutilezas que só os gênios da arquitetura que não conseguem emprego na Lindenberg conseguem captar e criticam em blog por aí. Jargão da área presumo. Engenheiros burrões e metidos a besta como eu costumam falar sem propriedade alguma.

Olha, deixa isso tudo pra lá. Ignora o que eu disse.

Para mim, engenheiro metido a besta que sou, LUZ, é aquele barato meio esquisito que hora se comporta como onda e hora se comporta como partícula. É um problema de dupla personalidade, sabe? Essa tal de luz é um problema danado. Dá numas teorias muito loucas.

É, eu sou desses engenheiros que teve que estudar isso na faculdade. Na minha época ao menos – não sei hoje – na USP os engenheiros nem tinham idéia do que estou falando. Hehe. Na minha faculdade tínhamos que estudar relatividade, física quântica… essas coisas fáceis que não servem pra nada! E quando digo tínhamos, é isso mesmo, eram TODOS os engenheiros que concluíssem o ciclo básico tinham que aprender isso. De TODAS as áreas. Pronto, acabou mais um momento lembranças. Gostaram do ciclo básico? Pois é, era isso mesmo.

Daí o comentarista diz também com ar de supremo saber: “O Copan é repetitivo em relação à Catedral?”

Sim, é repetitivo. Por mais que você pense que não seja, é sim. Linhas simplíssimas com o uso de concordância de curvas para dar um ar de ondulação. Só isso. Nada mais do que isso.  Façamos um exercício mental? Não será uma aula de Geometria Descritiva, mas vou simplificar bastante a coisa para todo mundo entender.

Se não conseguir usar a “massa encefálica dentro do cérebro” faça um modelo da Catedral em papel sulfite e pinte as colunas. Depois de pronta coloque-a na sua mão. É simples não é? Brinque com ela como um rolo curvo, pelo braço. Depois de brincar um pouco, corte-a num dos lados de base a base numa linha perpendicular às bases. Agora estique o papel até formar um plano, fica parecendo um leque. O próximo passo requer inteligência. Imagine agora você com superpoderes e deforme esse leque um pouco até ficar no formato de retângulo. O que você vê? Não dá uma impressão de Déjà Vu? Olhe o que tem em mãos, o modelinho que você fez e olhe para o Copan. Oh!, que surpresa! É a mesma porcaria! Não é? Brilhante, não é? Repetitivo? Não, claro que não. Eu que forço a barra com essas coisas doidas da geometria.

Mas ignore tudo isso e fiquemos no real. Pegue o desenho real e o que você vê é isso: espaço, concreto, espaço, concreto…

Repetitivo sim. Até onde vocês pensam que não, é repetitivo!

Ah, esses puxa-sacos. Não conseguem fazer algo então penduram-se nas pelotas dos outros. Coitados.

O sujeito falou da Renascença, não falou? Pois bem, poderia ter usado um exemplo que poderia me quebrar as minhas pernas. A obra do canalha é grande e foi pegar um exemplo fácil de rebater. Pô, será que eu preciso ajudar a me quebrarem as pernas também? Não usou ,então eu faço um exemplo legal pra você mas em outras artes. Por que não compara o Davi de Michelangelo com a Capela Sistina? Repetitivo, não é? Simplista, não é? É só um cubo pintado com uns anjinhos! Nada mais que isso. O Davi é cópia de um sujeito peladão. Está copiando a natureza. Igual aquela mão no Memorial da América Latina, cópia da natureza. Nada mais que isso! Cada um na sua arte, certo?

E então, surpresa em Niemeyer? HAHAHAHA. Cretinos, canalhas, simplistas, IGNORANTES.

Eu não entendo nada da arquitetura. E nada de física também. Sou só um metido a besta que quer falar sobre tudo e mais um pouco.

Deixa isso tudo pra lá. Me esquece. Bom mesmo é Niemeyer. Ele fica, eu não.

PS: Quando digo que o sujeito fez o “PROJETO” em dois dias, não sou eu que fico falando isso para parecer inteligente ou aparecer ou que meu texto faça sentido. Nada disso. FOI ELE que disse isso! Num filme documentário que vi há muito tempo e queria ver de novo pra poder dizer de onde tirei essa fala cretina. Ele dizia isso com um orgulho danado fazendo seus rabiscos numa parede. Vá brigar com ele.


Sinais dos tempos.

17/12/2007

Fiquei esperando, esperando e ninguém tratou do assunto. Então, trato eu.

Onde está o Excelentíssimo Presidente da República que não deu uma palavra, umazinha só que seja, para os desamparados pelo terremoto em Minas Gerais?

Covarde como sempre. CANALHA como nunca.

Então, Ocram faz como sempre fez. Vai um pouco mais longe. Vou mostrar alguns sinais, que mostram muito bem como é nosso tempo. Para quem acredita, pode até pensar que alguns desses pontos seja obra divina, as pragas do Brasil.

Vejamos algumas coisas que Lula, o Incefalópode, poderia dizer com todas as letras: Nunca antif nefte paíf…

- O Brasil não tinha furacões. Depois de Lula, tem.

- O Brasil não tinha terremotos. Depois de Lula, tem.

- O Brasil tem uma empresa aeronáutica respeitada internacionalmente. Depois de Lula, ela é simplesmente esnobada. Prefere comprar avião europeu.

- Brasília foi infestada por besouros que estão matando as árvores em volta do Palácio do Planalto. Nunca antif nefte paíf.

- O Brasil tinha estádios precários, depois do PT eles são pintados, reabertos com pompa e desabam matando pessoas.

- O Brasil tinha criminosos e eram os fora-da-lei. Depois de Lula e do PT eles chegaram ao

poder.

- Cueca, no Brasil, era usada para sustentar ovos. Depois do PT, para carregar dinheiro escondido do fisco.

E por aí vai. Cansei de enumerar.Se até o “cansei” cansou… Exemplo ridículo. Eu sou melhor que eles, sou mais ELITE do que aqueles pobretões de caráter e coragem.

NUNCA ANTIF NEFTE PAÍF.


TV Lulinha e TV Lula bombando no IBOPE.

17/12/2007

Nada melhor do que começar o dia, abrir o caderno mais importante do jornal e ver estampado em PÁGINA INTEIRA um anúncio proclamando os incríveis feitos da TV Lulinha.

E lá vai estampado que a TV Lulinha alcança a incrível marca de 0,21 pontos de Ibope! Nunca antif nefte paíf!

Nooooosssa! Fantástico! E aponta quem são seus “telespectadores”. São jovens e jovens-adultos. Traduzindo em termos Ocramianos: PuTos.

E vai além, compara com seu IBOPE com a “concorrência” que está com 0,20. UAU! Que batalha monumental! Coitada da Globo, já está sofrendo. Os diretores vão passar o Natal e o ano novo tramando estratégias, novos programas para não sofrerem com essa concorrência extraordinária e inovadora.

A TV Lulinha está deixando papai incefalópode com inveja, coitado. A TV incefalópode ainda alcança níveis mais extraordinários ainda. ZERO!

Desse jeito nota-se que o filho vai longe.

Essa esbórnia é toda paga com o meu, com o seu, com o NOSSO DINHEIRO.

Dêxa uzômi si isbaldá.

FORA LULA! FORA PuTOS! FORA PT! FORA!


O fim da CPMF e o terceiro mandato.

16/12/2007

Venceu o PuTismo com a queda da CPMF.

O terceiro mandato , como dito anteriormente, é o terceiro mandato do PuTismo, não de Lula, não do PT. O PuTismo, numa de suas acepções é o arranjo entre PT e PSDB, que ficará evidente no programa de sucessões alternadas em curso.  A repercussão do fim da CPMF nos mostra um pouco disso de forma muito clara.

De todo o debate vimos isto: dois governadores pretendentes a cadeira de Presidente da República puxavam de um lado e do outro aparece como “grande vencedor” da contenda o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Não era o governo que puxava de um lado e a oposição de outro. Não! No país da inteligência quem puxava de um lado era a oposição e do outro a…oposição!

Mas qual oposição? A capa desta semana da revista que ninguém lê, Carta Capital, mostra FHC como pirata e Arthur Virgílio como seu papagaio. É a capa do PuTismo declarado.

Mas não foi FHC que puxou alguma coisa. Quem puxou, sim, a queda da CPMF foram os Democratas. Qualquer pessoa com o mínimo de honestidade jornalística diria isto. Não no Brasil. Caro não-leitor me indique um, um lugarzinho só que seja, na imprensa de mer** – como aquela vereadora política e jornalista gosta de dizer – onde vai dito que os vencedores foram os Democratas, que foram os únicos coerentes do começo ao fim. Mostrem uma, umazinha só que seja, entrevista com os “vencedores” Agripino Maia, Rodrigo Maia, Kátia Abreu ou qualquer outra personagem de oposição. Uma entrevista só basta.

Mais uma vez, pudemos verificar que todo e qualquer assunto é visto pela ótica da dualidade PT x PSDB. Não existe nada fora dessas duas entidades sagradas da política nacional.

O que FHC fez, foi nada mais nada menos, do que trazer a “vitória” para o seu lado. Pulou na frente do foco, chamando toda atenção sobre si. Das luzes da diferença, não sobrou diferença alguma. Atou sob aquilo que outros poderiam chamar alguma atenção, conquistou o foco onde outros poderiam tirar alguma vantagem.

Não podem mais.

Um governador toma como válido um negociador que quebrou as regras da democracia ao quebrar o sigilo bancário de um cidadão. Um negociador deste nível deveria ser recusado no ato por qualquer governante dito sério. Como o bordão do próprio diz: “muito trabalho e seriedade”. Percebe-se a seriedade! Um negociador com este histórico de feitos honestos não pode ser negociador de nada. Não para aqueles que fazem parte da falsa dualidade brasileira. Estes negociam com qualquer um desde que seja da mesma coloração.

O outro governador nem merece ser comentado, basta dizer uma palavra: PELEGO. É um governador que tem a fama de ser bom administrador, que deu um jeito nas finanças de seu estado e agora pretende rodar o país explicando suas práticas.

Se ninguém explica, explico eu. Dar um jeito nas finanças para estes administradores valentes do PSDB é cobrar mais imposto. Dar um jeito nas finanças é cobrar antecipação fiscal. O cidadão não tem o produto que pretende comprar em mãos, e já paga imposto. Isso sim é “choque de gestão”. No bolso dos outros pode tudo.

Isso é administração boa para essa gente.

Gente de terceira categoria que REINA no Brasil.

Triste país.


Acreditar no Brasil.

13/12/2007

Lá vem outra vez os grandes homens defte paíf fazer o que sabem fazer melhor: mentir e falar tonterías. A CPMF caiu e quem votou contra são os sonegadores, os que não querem que a coisa dê certo, os que não acreditam no país… Fantástico!

E aí está a questão que me incomoda. O que é acreditar no país? O que á acreditar no Brasil?

Feita a pergunta, prisk!, a velha e boa faísca da sabedoria suprema volta a aparecer na minha massa encefálica dentro do cérebro.

Acreditar no Brasil deve ser algo como os resultados daquela pesquisa que apontou que METADE dos brasileiros não sabiam dizer onde estava o Brasil num mapa.

O pesquisador chegava e perguntava: onde está o Brasil? E o sujeito SEM MEDO DE SER FELIZ metia o dedão no mapa e dizia: Aqui óóóó!

E o óóóó do sujeito era o Congo! O óóóó do sujeito era a Argentina! O óóóó do sujeito era a Austrália!

Então é isso. Está aí a resposta de tudo. Aí está a solução para os nossos problemas. Na próxima vez que o pesquisador lhe perguntar: Onde fica o Brasil, você responde.

Eu acredito que o Brasil ééé, eu acredito que meu país, fica, fica, fica aqui óóóó. E meta o dedão no meio da Europa. Isso se você souber onde fica a Europa ou acertar sem querer! O seu óóóó  será a Suíça se Deus – que é brasileiro – quiser.

Acreditar no país, acreditar no Brasil é acreditar que o Brasil fica na Suíça. É sucesso garantido. Brasiiillll, pi pipipi pipipi!!!

Quem pensa que o Brasil é o Congo são os fracassomaníacos, os sonegadores, os reacionários, as zelites brancas paulistanas, os conservadores, os…

É isso aí, acredite no Brasil. O futuro é nosso.