Leiam o resumo do currículo desse cidadão.
Economista (USP), com doutorado pela Universidade de Harvard (EUA), pesquisador da Fipe-USP e professor associado à FAAP, foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

Pois bem, o cidadão chama-se Roberto Macedo.Ele é tudo isso que está acima E não é tudo isso que está acima. Já explicarei. Mas é um currículo invejável. Eu invejo.
Roberto Macedo pega carona na festa de esculhambação do Presidente do Senado, grande pecuarista por sinal, certo?, e tenta ser irônico, tenta ser refinado mas não consegue. Coitado, tentou pelo menos. Consegue sim, mostrar que não tem talento nem para ser o que diz ser.
Quer ser irônico? Quer ser refinado, meu senhor? Tenha um pouco de conteúdo por favor. Bater por bater? Isso é esporte de PuTistas e de Ratinhos e ratões da TV. Já escreveste textos melhores.
Vamos ao texto com o Título: A pujante pecuária alagoana.
“Quando prestei exame de vestibular, veio na prova de Português, para análise gramatical esta frase de Ruy Barbosa: “Professor nunca o fui; aluno prezo-me de sê-lo”. Quando me tornei economista e professor, entendi melhor o significado dela e adotei como guia.”
Entendeu mesmo o significado? Veremos. Aqui neste trecho, nada mais é do que uma pequena carteirada para mostrar o olha só e presta atenção quem está falando, nada mais do que isso. Humildade passará longe do texto. O motivo do texto é bater num morto, e bater sem categoria.
O professor se baseia no noticiário para bater no Presidente do Senado. Com motivos? Sim, muitos. Eu também bateria. Mas estudaria um tanto mais do que o professor. Ele segue dando exemplos e mais exemplos com números todos colhidos do noticiário e alguns por conhecimento do assunto. Pularei muita coisa. Vou ao que interessa.
“Passando à produtividade, aprendi muito com o estudo do jornalista Fernando Rodrigues … e baseado em fazendas desse pecuarista alagoano. Esse estudo mostrou que entre 2004 e 2006 a taxa de fêmeas que procriaram com sucesso e produziram bezerros desmamados superou a média nacional de fazendas de boa tecnologia.”
Aqui está a postura grandiloqënte de um grade economista.Grande professor! Primeiro diz que aprendeu muito com o estudo de um jornalista! Uhmmm. Aprendeu é? Com esse jornalista? Deve ter aprendido muito! O que mesmo? Vejam só, atentem para este trecho: “o estudo mostrou que entre 2004 e 2006 a taxa de fêmeas que procriaram….superou a média nacional.”
Eu pergunto. E daí? Qual é a critica aqui, caro ECONOMISTA-PROFESSOR? SE é pra bater, bata com conteúdo. Mostre o conteúdo. Qual a crítica? O motivo do texto do professor-economista é bater num morto, pegar carona no assunto do momento. A crítica é a média? A crítica é a fazenda de baixa tecnologia? O texto é todo sobre as inconsistências das provas do Senador.Cadê a crítica, caro economista-professor?
O professor-economista estava preocupado neste trecho com a produtividade, portanto estava enfatizando o “acima da média nacional”. Então, caro professor economista, qual é a produtividade aceitável para o perfil de fazenda do Senador pecuarista? Qual o nível médio aceitável para a região? É um absurdo a média alcançada pelo pecuarista? Qual é esse índice “acima de média”?
Veja, imagine a seguinte situação. Imagine que fizemos uma prova qualquer, sobre qualquer assunto.Eu tirei a nota 5 e o senhor tirou 5,5. O senhor é um gênio perto de mim. O Senhor é 10% mais inteligente do que o carinha aqui. Nós dois passamos. Eu fiquei na média e o senhor foi 10% melhor. Se a nota 5 é a média aceitável para aprovação na prova o senhor foi 10% melhor no teste. É uma média aceitável? É uma média ruim? Não sei, mas tem um parâmetro para análise. O senhor mostra algum parâmetro no seu texto? Não. O senhor bate, por bater.
E digo isso por um motivo. O senhor condena o senador pecuarista por estar acima da média. Tem motivos para tanto? Tem, mas qual é a média aceitável para o Senador? Se o Senador fizesse o teste que fizemos e tirasse o mesmo 5,5 que o senhor, ele também estaria acima da média, certo? Seria um absurdo essa nota para ele?Afinal é uma média, certo? Eu fiquei na média, o suficiente para aprovação. O senhor foi 10% melhor – muito isso?- e o Senador atingiu o mesmo índice que o senhor. Podemos concluir com isso que o Senador por ter tirado a nota 5,5 colou na prova? Ah, meu caro, não bata por bater. Mostre conteúdo, mostre a inteligência.
O texto do professor-economista continua com vários e vários índices e exemplos e termina assim:
“Bem, aprendidas todas essas lições, o que faço com elas? É bom proceder como Ruy, sendo sempre um aluno, mas sem ter de passar por estressantes provas. Assim, mesmo com esses conhecimentos que juntei sobre a pecuária alagoana, não me arriscaria a fazer uma prova sobre o tema.”
Aprendeu muitas lições com quem mesmo? Com o noticiário e o jornalista citado. Nossa! Gênios do pensamento universal! Que conteúdo! Conselho meu, volte para os bancos estudantis e comece tudo de novo. Juntou todo esse conhecimento e não se arriscaria em fazer uma provinha? Mas para escrever um texto criticando, isso é aceitável, não é mesmo? Grande professor! Quis dizer, grande aluno!
“Como desculpa, diria que meus examinadores não teriam condições de me examinar, pois não estão suficientemente atualizados como eu sobre o assunto que seria objeto de perguntas. Seria uma atitude também inspirada no noticiário, pois nele tudo se resume a um movimento de fugir de provas que mereçam o nome e de examinadores com efetivo conhecimento do tema.”
Ah bom, agora entendi, o senhor foi irônico não foi? Nossa! É mesmo refinada! Entendi. Eu que pensava que o senhor estava dando uma pequena carteirada no início do texto. Que nada! O senhor faz como o senador. Não faz a prova inspirado por ser melhor que seus examinadores, tudo isso inspirado no noticiário. Digno mesmo de um professor-aluno, ou seria aluno-professor?
Pois o professor-economista-aluno critica e critica. Mas cadê o conteúdo? Se acharem, me avisem. Quero saber onde está. A ironia ainda está fraquíssima, nota 3. Ainda há o que aprender, caro aluno-professor. Sempre há algo a se aprender,como diria Ruy Barbosa, certo?
Graças a Deus não tive aula com esse professor. E acrescento que estudei em uma dessas instituições que o digníssimo dá seu expediente. Escapei dessa dor.