Título de entrevista de Nicholas Negroponte e seu projeto de laptops para cada criança. Só faltou dizer, a pobreza de quem? Que tipo de pobreza? A intelectual ou da pobreza econômica? É de rir esse projeto. A pobreza intelectual já está quase morta se já não está enterrada, já a econômica…

Negroponte se diz profundamente animado com o interesse de “nosso guia” incefalópode, quero dizer, Lula por esse laptop barato. O presidente “trabalha duro” para fazer o preço cair a US$100 (Cem dólares).
Negroponte, com toda a sua sapiência e “nosso guia” com sua sapiência maior ainda querem baixar o preço. Mas como fazê-lo? Quanto tempo demorará para atingir a meta de US$100? A explicação é maravilhosa, digna das maiores inteligências que este país já viu.
“Existem duas maneiras de chegar aos US$100. Uma é só acompanhar a curva de preços. A outra é inventar novas tecnologias, para reduzir o preço da tela, da placa. E estamos fazendo as duas coisas. É importante entender que, nesta industria, quando lançam um produto, um celular, um laptop a cada ano o preço cai naturalmente. Para manter o preço alto eles acrescentam recursos. Seu telefone celular hoje tem uma centena de recursos que não tinha há dois anos, e o preço é mais ou menos o mesmo. Faremos o oposto. Não iremos acrescentar recursos, para o preço cair. Não é uma prática de negócios comum, e nos levará não somente aos US$100, mas abaixo.”
Viram que gênio? O destaque do texto é meu. Não é coisa de gênio fazer um projeto com a tecnologia defasada? É o progresso da humanidade! É o fim da pobreza. E tem mais, outro trecho da entrevista, comparando um projeto semelhante:
“...Eles (Intel) olham a partir do ponto de vista do diretor da escola, do professor e do que as pessoas chamam material educacional, apoio educacional e conteúdo educacional. Nós adotamos o ponto de vista diferente: o da criança.”
Para Negroponte o impacto a longo prazo é o fim da pobreza. Ele diz isso num trecho mais adiante.É, também acho que é a longo prazo, longo muito longo, longo mesmo.
E a curto prazo, quem ganha com isso? Tem gente que vai ganhar muito com isso, e eu nem dou bola para isso. O problema é fazer as crianças usarem uma máquina que estará no mínimo defasada, e elas não ganharão nada para não dizer muito pouco com isso. Isso tudo se conseguirmos manter as condições ideais de pressão e temperatura constantes, se é que me entendem.
Ninguém percebeu que as crianças que pegarem seu laptop hoje estarão com um equipamento defasado em dois anos,no mínimo, pela comparação do próprio criador do projeto? Será que a imbecilização atingiu tal nível que ninguém percebe o tamanho do engodo desse projeto?
É o capital público salvador da pátria, pela ótica da criança, da humanidade, versus o capital privado, de interesses do que eles chamam “material educacional…” Os palhacinhos têm cada dia mais razão. É rir para não chorar. E os palhacinhos posarão de grandes pensadores, que movimentaram as massas, contra a imbecilização. Não é?
A criança pega esse laptop, cheia de recursos de dois anos atrás. Ela vai acessar a internet, vai ver um programa legalzinho lá, vai pesquisar um site aqui e outro lá e vai acontecer o que? Será que vai funcionar? Vai, não é?
É, assim é o progresso. Os laptops podem acabar com a pobreza. Não sei de quem, a minha que não vai ser, nem a das crianças que irão pegar um equipamento defasado no mínimo dois anos para dois “bacaninhas” posarem de salvadores da humanidade.
E para terminar a maravilhosa entrevista,ele ainda diz: “ A era digital acabou.Não é mais uma revolução, é uma cultura. A revolução vem agora das áreas como biotecnologia e nanotecnologia. As crianças pensam mais nisso como uma cultura digital. Para elas é natural”.
Isso, muito bem! As crianças pensam. Os adultos nem como crianças pensam mais. Nem pensam, cancã muito. É, a nanotecnologia é a nova revolução. Talvez com essa incrível tecnologia defasada em no mínimo dois anos, quem sabe o Brasil não se torne uma potência em nanotecnologia ou biotecnologia? Tudo com computador velho?
É o futuro! E que futuro! Ah, escolhi a maquina vermelha pois combina mais com a “revolução” da América Latina. A verde é muito feia, a vermelha mostra nosso conteúdo ideológico.
Ah, vá catar chips na casa da vovó!